Quer uma água chefinho?

Bom, nestes meus 15 anos de trabalho em vários setores da economia (construção civil, comércio, indústria têxtil, universidade, escola, tecnologia da informação), creio que adquiri uma certa experiência em lidar com pessoas de diversas classes sociais, desde PHDs até serventes de pedreiro. Nestes anos de trabalho pude observar diversos tipos de personalidade: dos extremamente quietos até os bobos da corte puxa-sacos da chefia. Este último grupo tenho desprezo, mas, atualmente são aqueles que conseguem cargos e oportunidade melhores. Porque?

Atualmente, devemos ter um bom círculo de amizades profissionais, o famoso networking, mas alguns exageram e chegam a ser ridículos. Uma coisa é você se relacionar bem com a sua chefia, outra coisa, é ser capacho. Meu Deus é cada tipo de situação. Sempre estão querendo aparecer, fazem de tarefas simples instantes para elevação dos seus egos. Olha aqui chefe terminei a planilha Y, bacana aquele show da banda X que você foi, comprou um carro Z chefe, parabéns, quer um cafezinho, quer uma água. Pior são aqueles que quando o chefe chega começar a cobrar todo mundo e ligar para um monte de gente cobrando coisas. Fala sério, cambada de “piá de prédio”.

Sou da simples opinião, de que você tem que fazer o seu trabalho de forma eficaz e cabe ao teu chefe te valorizar por este trabalho (afinal ele ganha muito bem justamente para isso) e não porque é “amigo” do seu chefe e fica bajulando ele feito prostituta querendo arrancar dinheiro de cliente. Nesta minha vida, tive dois ótimos líderes, dos quais sempre me lembro e agradeço. Ser gerente qualquer pessoa com esforço e estudo pode conseguir, agora liderar pessoas é para quem tem o dom e é humilde. O bom líder é aquele que sabe motivar seus liderados de maneira natural, fazendo vir à tona o melhor que cada um tem e contribuindo para a sua evolução.

Hoje, com gerentes também podemos presenciar este fator, ficam apenas vendo as pessoas como números, como gastos que precisam ser controlados e mostrados a sua diretoria para que os mesmos consigam mais aumento em seus polpudos vencimentos. Vários gerentes ficam em seus “castelinhos de vidro” e nem sabem o que acontece com seus comandados, quando acordarem o barco já afundou. Acho hipocrisia ficar querendo aparecer para a chefia em prol de crescimento profissional. Se algum dia eu chegar em cargos importantes certamente será pelo meu trabalho e esforço e não pela bajulação hierárquica, por isso que sou apenas um mero assistente.

Um grande líder que me ajudou muito foi o gerente da loja onde eu trabalhava. Todo o Santo dia ele reunia todos os funcionários, da faxineira aos vendedores, rezávamos o Pai Nosso, depois ele proferia palavras de motivação, de como agir como um time. A tática dava tão certo que por seis meses ficamos com o melhor índice de vendas e satisfação do cliente no Estado de Santa Catarina.

Infelizmente, hoje em dia, você é valorizado se você frequenta os mesmos ambientes sociais com o seu chefe do que pelo teu conhecimento, trabalho e esforço; óbvio que existem exceções. É até engraçado presenciar alguns fatos, duas pessoas simultaneamente querendo atrair a atenção do chefe e, normalmente, nestes momentos simulam ser pessoas de alta cultura falando de suas viagens e experiências. Fala sério, como meu orientador em Santa Catarina sempre me falou parafraseando Confúcio:

Quanto mais evoluíres, mais humilde tens que ser.

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