O que você faz?

Vivemos em sociedade. Diariamente encontramos diversas novas pessoas em nosso caminho. A grande maioria nem chegamos a trocar uma palavra devido ao nosso escasso tempo. As poucas pessoas com as quais iniciamos uma conversa são levadas para o velho clichê que sugere o fortalecimento do ‘ter’ na sociedade moderna. A clássica pergunta: o que você faz?

Pré-julgamos as pessoas, por diversos fatores e características, desde a sua roupa até a sua profissão. Então muito cuidado ao dizer que você é apenas uma atendente de lanchonete ou apenas um servente de pedreiro. É comum sermos julgados pelo que possuímos. Vejo diariamente muitas pessoas que apenas conseguem ver aqueles que possuem ‘valor’ perante a sociedade, são incapazes de dizer um bom dia ao porteiro, a faxineira. Na concepção destas pessoas estes simples trabalhadores não podem agregar nada de valor a sua carreira. Agora quando alguém está de terno, viram baba-ovos (ideia para outro texto).

Claro que quando conversamos desejamos conhecer as pessoas, o que fazem, o que pensam, etc. Mas devemos ter humildade para tratar qualquer pessoa, independente de posição e status social, da maneira com a qual gostaríamos de ser tratados. Ainda bem que meus pais me ensinaram este preceito de vida. Rabisquei um texto sobre o ter e o ser aqui.

Aquela velha brincadeira que eu gostava de pronunciar: sou um garoto de programas, quando me perguntam o que eu faço já está se desgastando. Daqui por diante quando me perguntarem o que eu faço, responderei:

Sou um colecionador de experiências de vida.

Anúncios

2 pensamentos sobre “O que você faz?

  1. Os pré-julgamentos – julgamentos categóricos – onde nós classificamos um sujeito de acordo com o grupo que ele pertence por agir, pensar ou sentir de determinada forma, é natural. Não tem como fugir.

    Até mesmo a tentativa pós-moderna de fugir, de querer conhecer o sujeito profundamente para expressar algo, é uma grande besteira e já é um pré-julgamento, só que reprimido. Afinal, se é necessário conhecer, então existe algo a se provar.

    • Então, muito inteligente o seu comentário. Diariamente somos ‘pressionados’ a provar aquilo que dizemos que somos. Como citou pertencemos a tribos sociais e estas tribos nos levam a agir de uma maneira em detrimento de outra. O que não podemos perder é a nossa subjetividade. Muito obrigado por comentar.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s