Um sonho inacabado

Era uma típica noite de outono nalguma cidade europeia, Praga talvez. A calçada estava repleta por folhas amarelas. Caminhando por entre as estreitas ruas, a calça jeans surrada, a camisa verde estilo militar, os óculos escuros ‘a la’ Top Gun. Eis que vultos surgem por entre uma janela semi-aberta. Ele pára, curioso que é, chega de mansinho perto da janela e os seus olhos se enchem de beleza com uma tórrida cena.

Ele vislumbra uma grande mezzanino em couro negro com formato oval. A garrafa de champagne dentro de um balde de gelo. Sentada num sofá charmoso uma loira escandinava, pernas cruzadas, cabelo channel, vestida com um elegante tailleur segurava elegantemente um copo de champagne que estava com líquido pela metade. Ele ouve alguns gemidos dando corpo aquela noite. Seus olhos mudam de foco e presenciam uma cena inesquecível.

No centro do mezzanino vislumbra duas ninfetas nuas, os cabelos longos presos em forma de trança, uma loira, outra morena, os corpos transpirando jovialidade e convites prazerosos. Ao fundo uma vitrola moderna tocando um belo instrumental. A hábil língua da loira desliza pelo corpo da morena que está a sua mercê. Passeia do lóbulo da orelha até o meio de suas pernas. Ele começa a transpirar. No átimo seguinte ele está no meio do mezzanino, a loira degusta um gole de champagne e avalia todo o seu corpo com o seu olhar. Ela olha para as duas que entendem à sua ordem.

Aproximam-se do homem, enquanto a loira retira o zíper de sua calça a morena agracia-o com fervorosos beijos. Seus óculos são postos ao lado do balde onde está a garrafa de champagne, sua camisa é arrancada ferozmente, ouve-se o som dos botões caindo no chão. Elas lambem suas orelhas, ele permanece imóvel. A loira que observa a cena pousa um dedo no champagne e começa a se masturbar em sua frente. Elas agora atacam seu forte pescoço com mordidas, brigam por cada centímetro do seu peito, descem com a língua em sinuosas curvas por sua barriga. Um leve beijo em seu membro ereto, as mãos dele em suas cabeças segurando os seus cabelos.

Ao longe, o som instrumental é cortado por um nervoso riff de guitarra. 6h20. Que m… meu celular me desperta, vou ao banheiro, uma água fria no rosto e um copo de água gelada. Preciso terminar este sonho. E desta vez vou desativar o alarme do celular.

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