A primeira faculdade

Dia destes, navegando por alguns sites que falam sobre relacionamentos, eis que percebo várias reclamações da mulherada em geral com relação aos homens (especificamente este post). A grande maioria reclama dos homens-britadeira que não sabem utilizar a sensualidade no approach, no durante e no depois do sexo com sua mulher.

Concordo que muitas vezes não temos a paciência e o tempo necessário para desempenhar as funções de um bom amante, às vezes nos sobra apenas aquela meia horinha em horários diferentes.

Todo o homem, devia ter no seu curriculum como primeira faculdade, o conhecimento da anatomia corporal feminina com seus mistérios e encantos. Cada poro do corpo feminino possui um sabor e um gosto que nós homens devemos saber extrair com calma e astúcia (já escrevi algo a respeito). Existem homens que acham que ser apenas bruto é o suficiente para satisfazer uma mulher, estes nunca cursaram a faculdade para conhecer a anatomia feminina. Ainda bem que tive ótimas professoras nesta faculdade (rs). O mais interessante que esta faculdade é para a vida toda,  nunca saberemos tudo e diariamente nos surpreendemos com novos conhecimentos.

Você não precisa ser um Don Juan ou um Casanova mas um pouco de esforço para satisfazer uma mulher te traz gratas recompensas.

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Paisagem metropolitana

Acordo cedo, faço a barba, tomo um banho, um gole de café, saio as pressas para pegar o ônibus. Chego no ponto, digo bom dia para as outras pessoas, algumas me respondem, outras fingem que não me ouviram. Contemplo o maravilhoso pôr do sol iluminando a capital paranaense moldando um belo quadro do dia que está nascendo. Fiquei pensando comigo mesmo: quantas pessoas não são capazes nem de admirar um pôr do sol, ficam cabisbaixas remoendo seus problemas ou fuçando seus celulares. Por diversas vezes tive o prazer de admirar magnificos amanhecer, sendo que alguns foram registrados para a posteridade.

30 minutos até meu destino. Observador que sou, pela janela do biarticulado contemplo a arquitetura de uma metrópole. Algumas cenas bucólicas, como o casal de sabiás fazendo ninho numa árvore ao lado de um arranha-céu. Faço o ‘check-in’ com a recepcionista, pego o elevador e subo até o 26º andar para realizar uma entrevista para um novo desafio. Faço a minha apresentação para a secretária que libera minha entrada. Sento-me num sofá branco tendo ao lado uma esculutura feita de metal. Fiquei uns 10 minutos tentando adivinhar o que o(a) artista queria exprimir com aquelas curvas retorcidas.

Passado uns 15 minutos sou apresentado ao meu entrevistador. Adentramos numa sala para ‘prosear’. A sala possuía uma ampla fachada de vidro. Cheguei perto da vidraça e admirei a bela paisagem metropolitana. Comentei com o meu entrevistador: que belíssima vista vocês podem admirar diariamente! Ele me respondeu: com o tempo você se acostuma.

Fiquei em silêncio olhando ora para o distante horizonte salpicado de prédios, ora para as pessoas tão minúsculas feito formigas. Passou-me pela cabeça cenas de filmes. Pensei comigo novamente: quantas pessoas nunca tiveram a chance de ver uma paisagem igual a que estava naquele momento sob o meu olhar. Lembrei do que o meu entrevistador falou: você se acostuma! Não, certamente que diariamente olhando a mesma paisagem podemos vislumbrar novos ângulos sob novos prismas. É igual mulher, você precisa de tempo em tempo encontrar novas paisagens em seu corpo senão o relacionamento fica morno e insosso. Um horizonte daqueles é capaz de elevar nossa autoestima.

Dedique alguns minutos do seu dia, durante o trajeto para o seu trabalho, naqueles minutinhos antes de uma reunião para admirar a paisagem que está a sua frente. Tenho certeza de que isto contribuirá de alguma forma para que o seu dia seja produtivo.

Sobre a imperfeição

2012 correndo a toda. Férias, verão, sol, calor, praia (não pra mim). As agências de publicidade e propaganda ressaltando a ‘perfeição’ em corpos sarados (vide as propagandas de cerveja). E você aí cultivando uma certa barriga devido a cerveja (propaganda enganosa rs) sonhando nalgum dia ser capa da Men’s/Women’s Health.

É natural para todo o ser humano desejar um belo e saudável corpo, não preciso nem dizer que os benefícios trazidos são permanentes e melhoram substancialmente nossa autoestima. Inconscientemente buscamos a perfeição. Os exageros nesta busca a longo prazo são prejudiciais à nossa vida em inúmeros aspectos.

Somos seres únicos porque justamente temos nossas imperfeições. Você mulher é única porque tem aquela pintinha em seu braço, em seu rosto. Você homem é único porque tem aquela pequena cicatriz de infância em seu joelho daquele tombo de bicicleta que você levou.

Vejam, não estou dizendo para não cuidar de nosso corpo. Estou dizendo que devemos viver naturalmente com nossas imperfeições. Hoje em dia vejo cada vez mais pessoas cirurgicamente robóticas. Você pode sim fazer uma cirurgia para corrigir algo que te incomoda, mas vemos e ouvimos diariamente absurdos em busca da perfeição corpórea que chegam a ser hilariantes. Casos de psiquiatria.

Homem, seja paciente com a gordurinha abdominal extra de sua mulher. Mulher, seja calma para a barriguinha de chopp do seu homem. Lembrem-se de quantas experiências vocês viveram juntos. Cada experiência podendo trazer uma nova imperfeição. Aqueles homens/mulheres muito ‘perfeitos’ são seres de laboratório que ficam incubados vendo a vida passar pelo vidro.

Cuide sim do seu corpo, mas olhe para cada pequena imperfeição e lembre-se que você é único(a).

O que você faz?

Vivemos em sociedade. Diariamente encontramos diversas novas pessoas em nosso caminho. A grande maioria nem chegamos a trocar uma palavra devido ao nosso escasso tempo. As poucas pessoas com as quais iniciamos uma conversa são levadas para o velho clichê que sugere o fortalecimento do ‘ter’ na sociedade moderna. A clássica pergunta: o que você faz?

Pré-julgamos as pessoas, por diversos fatores e características, desde a sua roupa até a sua profissão. Então muito cuidado ao dizer que você é apenas uma atendente de lanchonete ou apenas um servente de pedreiro. É comum sermos julgados pelo que possuímos. Vejo diariamente muitas pessoas que apenas conseguem ver aqueles que possuem ‘valor’ perante a sociedade, são incapazes de dizer um bom dia ao porteiro, a faxineira. Na concepção destas pessoas estes simples trabalhadores não podem agregar nada de valor a sua carreira. Agora quando alguém está de terno, viram baba-ovos (ideia para outro texto).

Claro que quando conversamos desejamos conhecer as pessoas, o que fazem, o que pensam, etc. Mas devemos ter humildade para tratar qualquer pessoa, independente de posição e status social, da maneira com a qual gostaríamos de ser tratados. Ainda bem que meus pais me ensinaram este preceito de vida. Rabisquei um texto sobre o ter e o ser aqui.

Aquela velha brincadeira que eu gostava de pronunciar: sou um garoto de programas, quando me perguntam o que eu faço já está se desgastando. Daqui por diante quando me perguntarem o que eu faço, responderei:

Sou um colecionador de experiências de vida.

Receitas de bolo

Final de ano batendo na porta, as famílias planejando onde vão passar o Reveillon, os descolados procurando as baladas mais TOPs, inúmeras pessoas fazendo suas ‘to-do list’ para o próximo ano. Isto é bom, porque definimos metas, mas quase 99% desta lista não é concretizada, mas isto é assunto para outro texto.

Desde o advento da semiótica e do marketing que nossas escolhas são direta ou indiretamente influenciadas. Consumimos e compramos bens que talvez não precisássemos, mas somos levados quase que inconscientemente a cada vez mais nos espelhar no que as revistas e a televisão nos vendem. Estamos perdendo nossa identidade como seres humanos. Não estou sendo extremista, apenas sensato, o consumo é a mola propulsora do desenvolvimento.

Os gritantes apelos para as ‘listas da felicidade’ estão estampados em todo lugar. Quem pode saber o que é uma ‘lista da felicidade’ além de nós mesmos? É lista de lugares que você precisa conhecer; listas do que se deve comer (estas então são extremas, tanta coisa que você precisa comer que fico imaginando quem consegue tal façanha); listas de como tornear os músculos para o verão; listas de como enriquecer, etc e tal. Fizeram até listas de quem ‘pegar’ antes de morrer (será que tenho alguma chance com a Scarlet Johansson?). E as revistas femininas então, é lista para todo o centímetro do corpo, desde lista de tipos de cabelos até massagem tântrica no clítoris. Fico pensando comigo: qual ser humano consegue fazer tudo o que as ‘listas da felicidade’ propõem. Você precisa fazer tanta coisa que apenas 24 horas diárias não serão suficientes.

Óbvio notar que precisamos de um mapa para a nossa vida, uma direção para seguirmos, caso contrário talvez remaremos para uma tormenta. Mas vejo quase que diariamente as pessoas mudando seus modos de vida porque viram na novela das oito ou numa revista especializada uma nova técnica que fará ‘milagres’ em sua vida. Acabam perdendo seu jeito de ser que foi construído durante muito tempo.  Precisamos de espelhos e não há nada de mal em seguir alguma lista que vise o nosso aperfeiçoamento como ser humano, mas, nada de extremismos e seguir todas as ‘listas da felicidade’ para um simples mortal creio que seja quase impossível.

Sempre falo que um script totalmente conhecido não proporciona emoção alguma na vida de um ser humano. É igual você estar lendo um romance policial da Agatha Christie e te contarem quem é o assassino.

De vez em quando precisamos fazer a nossa receita de bolo, com os nossos ingredientes, se o bolo vai ficar bom ou não, só o tempo dirá, mas não deixamos nossa subjetividade de lado para seguir ‘mantras’ da sociedade moderna.

Mulher exigente

Feriadão, lendo na revista VIP a excelente matéria do colunista Paulo Nogueira sobre a mulher exigente, eis aqui a minha opinião:

Século XXI, muita coisa mudou drasticamente em 100 anos. Liberdade de expressão, independência da mulher (em algumas culturas a mulher ainda é subjulgada), formação de “novas tribos sociais”, etc. Devido a descoberta de novas tecnologias que mudaram o modo que o homem vê o mundo, ao capitalismo, ao consumismo, a ditadura do espelho, a sociedade passa por mudanças drásticas e velozes.

Há 40 anos atrás o perfil da grande maioria das mulheres era o de “dona-de-casa”, as Amélias como são conhecidas, basta ver nossas mães e avós. Não que este perfil seja errado, mas os tempos são outros como gostam de citar.

Os meios de comunicação (televisão, revista, rádio, propaganda) contribuíram fortemente para ajudar a nascer um novo tipo de mulher na sociedade moderna, que “põe medo” em muitos machões à moda antiga: a mulher exigente.

Não estou defendendo o feminismo, muito menos o machismo, apenas estou citando fatos que todos podem observar diariamente.

Particularmente, adoro mulheres com personalidade. A mulher exigente afasta muitos “homens” porque ela também se preocupa consigo mesma, com o seu prazer e não em apenas satisfazer o parceiro.

A mulher exigente não ficar a vida toda atrás de um fogão e de uma máquina de lavar roupas (nada contra estas, conheço algumas fantásticas), ela vai à luta. Ela faz faculdade, ela concorre em iguais condições com homens no mercado de trabalho, ela planeja sua vida, ela tem metas, ela realiza suas fantasias sexuais sem pudor e vergonha, ela demonstra força sem deixar de lado sua leveza e sensualidade.

A mulher exigente quer mais do que apenas um corpo masculino ao seu lado, ela quer um companheiro, um batalhador que possa construir uma sinergia em busca de ideais comuns.

Ela deseja ser surpreendida, sejo pelo jantar que o seu homem preparou, seja pela flor roubada que ganhou inesperadamente, seja pelos beijos tórridos que ganhou dentro do elevador antes de chegar ao trabalho.

Os homens tradicionais podem ter medo deste tipo de mulher porque elas têm voz própria, ideias que podem ser contrárias as deles. Para a mulher exigente não “cola” apenas um rostinho bonito, ela quer conteúdo, respeito e cumplicidade.

Conheço pegadores (bom é isto que contam aos amigos) que se borram de medo ao depararem-se com uma mulher exigente pois apenas conhecem o “papai-mamãe” da vida e elas desejam o “kamasutra” da vida.

Ao lado de uma mulher exigente certamente que não existirá rotina e haverá uma saudável guerra dos sexos, aquele jogo de sedução para apimentar o dia a dia. O homem que convive com uma mulher exigente sempre terá seu leão interior provocado. Ela não considera o homem superior ou inferior, ela o considera um companheiro para ficar ao seu lado.

A mulher exigente sabe “o ponto certo” entre exigir e ser chata-arrogante-prepotente. Vale lembrar que:

Existe um limiar tênue para as exigências: em demasia não há quem suporte.

Meanwhile

Chefes de estado, monarcas, high society, luxo, glamour, conto de fadas!!! Sim, o casamento real… Enquanto isso, num suburbio de alguma metrópole brasileira, a mãe acorda cedo, vai por água para fazer o café, acorda seus cinco filhos em idade escolar, chama a filha adolescente para ver “o princípe”. Ambas ficam ali, televisivamente drogadas, curtindo detalhes do visual da noiva (vestido, cabelo, etc)… A água do café fervendo, o filho mais novo chorando pedindo mamadeira… E as duas cinderelas apreciando o príncipe… A mãe preocupada com o futuro da filha diz: tá vendo minha fia, você deve se arrumar e conseguir um marido rico também… Santa hipocrisia. Estudar não precisa.

Milhões grudados frente aos televisores maravilhados com o final feliz do conto príncipe e plebéia. Antes que falem, não assisti, apenas vi nos jornais, nem sei porque estou dando atenção a isto, mas… Fico aqui pensando com meus botões: voltamos ou nem saímos da política do pão e circo… Pois sim, nada mais confortante do que esquecer dos problemas diários assistindo à um conto de fadas. Mas a realidade sempre vence…

Tenho pena de pessoas que vivem sonhando e se deixando iludir por televisão, glamour e não vivem as SUAS vidas, morrem esperando o príncipe encantado. O sonho passa, a realidade nua e crua vem à tona, o tempo passa, as frustrações se acumulam e o final muitas vezes não é feliz, não existe príncipe…

Tem uma frase que diz assim:

Ergue a mão ao que a mão pode colher, e ao resto, esquece e renuncia.

Comunicação versus Conhecimento

A idéia de que a comunicação é o aspecto mais importante do mercado de trabalho  pode ser uma afirmação ambígua.

É essencial para todo o profissional  saber como utilizar esta poderosa ferramenta, para que este possa competir com igualdade no mercado globalizado. Porém somente esta qualidade não é o aspecto “sine qua non”.

A comunicação possui dois aspectos fundamentais e distintos: sendo comunicativo, você pode se expressar bem e expor claramente suas ideias, como também pode se expressar mal e passar ideias obscuras. Vários exemplos de pessoas altamente comunicativas que não conseguem atingir seus objetivos por não saberem expor ideias que façam à diferença no mercado de trabalho, ou seja, possuem uma linguagem comunicativa com pouca cultura de negócios.

Apesar de toda a evolução do pensamento cartesiano do mundo (Descartes, “cogito ergo sum”, “penso logo existo”, lógica domina razão), da tecnologia (Revolução Industrial), igualdade de direitos entre homens e mulheres (em algumas sociedades a mulher ainda é menosprezada) e por último a chamada globalização da economia, a sociedade ainda não consegue plenamente uma comunicação eficaz e concisa em alguns aspectos.

É evidente que atualmente a comunicação social teve gigantescos avanços, principalmente devido ao advento de novos métodos e meios de comunicação, nascendo assim à chamada “comunicação virtual”.

A comunicação virtual trouxe grandes benefícios como à miscelânea de várias culturas e sociedades, a quebra do paradigma da distância, a “aproximação” dos povos e pessoas. Com esta comunicação virtual pode-se perder o “feeling” da comunicação “corpo a corpo”. Inúmeras vezes preferimos enviar um e-mail, seja pela rapidez ou pela comodidade que temos em expressar nossas ideias, pois o computador não nos critica. Preferimos este método mais moderno, do que falar pessoalmente com as pessoas sobre nossas ideias.

Outro aspecto fundamental da comunicação é que temos somente a facilidade de comunicação com pessoas que conhecemos que compartilham as mesmas ideias, que frequentam as mesmas tribos sociais. Num ambiente hostil ao nosso cotidiano, poucas pessoas têm a facilidade da comunicação. É importante ressaltar que experiências diferentes nos dão uma visão do todo.

Um exemplo clássico do receio da comunicação com pessoas diferentes, pode-se presenciar nos ônibus. Várias são as situações em que existe um lugar vago ao lado de uma pessoa e as pessoas que entram no ônibus preferem ficar em pé ao sentar ao lado desta pessoa, conversar então é quase impossível.

Você pode perguntar: Qual a importância destes fatores com o trabalho? Comunicar-se bem é muito importante, mas sozinha a comunicação não é o aspecto fundamental para o mercado de trabalho.

Existem muitas pessoas que possuem pouquíssima comunicação, quase nenhum convívio social. Estas pessoas são disputadas como se fossem grandes artistas de Hollywood ou grandes jogadores de futebol por grandes empresas. Estas empresas procuram estes profissionais não por sua capacidade de comunicação, mas por outro aspecto tão importante quanto à comunicação: o conhecimento das tecnologias utilizadas por estas empresas.

Não é correto afirmar que uma pessoa que no princípio possui somente conhecimento, sem comunicação alcance altos postos nas empresas? A realidade prova que não como comprovam vários exemplos. Grandes profissionais devem conseguir um “breakeven” entre estes dois paradoxos da sociedade humana: comunicação e conhecimento.

O profissional deve ter como premissa fundamental que o grande diferencial não é apenas ser inteligente, mas saber como usar a inteligência para alcançar seus objetivos. Enfim, estas duas vertentes do pensamento, são os aspectos fundamentais de um bom profissional.

Arquiteto de software

Ontem após o trabalho, um pouco gripado, levei uma revista para ler em casa. Interessou-me muito uma matéria que comentava como fazer para ser um arquiteto de software (quicá um dia eu chegue lá). Fiz minha análise crítica do texto e eis minhas considerações:

O arquiteto deve ser direcionado para requisitos: ou seja, não queira abraçar o mundo, desenvolver o software mais perfeito do mundo, agrade o cliente em primeiro lugar. O arquiteto deve focar na captura de funcionalidades, o famoso Domain Modelling.

Não use um canhão para matar uma mosca: muito comum hoje em dia, é utilizar as mais altas tecnologias para resolver um problema simples, utilize a simples equação melhor = mais simples.

Provar porque limão e não laranja: esta é uma parte que considero fundamental, convencer os desenvolvedores que a sua solução é a ideal, claro sendo ético e profissional e sempre aceitando críticas e sugestões.

Visão holística: requisito muito importante que é adquirido com o passar do tempo. O arquiteto deve ser técnico, gerente, psicólogo, consultor, empresário, cliente, etc… ou seja, deve saber como suprir as necessidades de cada integrante do projeto.

Hard skill vs soft skill: o arquiteto deve contemplar um mix destas duas qualidades (técnica e análise). Como é comum durante a carreira, mais funcionalidade, menos código (não querer reinventar a roda). Mais reuniões e análises juntamente com o cliente, menos desenvolvimento.

Habilidade para lidar com pessoas: aqui um fator crítico na minha opinião, vemos vários arquitetos extremamente técnicos, mas pouco sociáveis. Muitos profissionais do mundo da tecnologia têm dificuldades para se relacionarem com as outras pessoas (os famosos nerds). Cada vez mais as empresas dão prioridade para profissionais que aliem técnica e habilidade de liderança. Para conseguir ser um líder, conforme descrito neste post, deve-se ter flexibilidade e principalmente humildade. Vale notar que um arquiteto é forjado após algum tempo, a ferro e fogo (rs).

 

Ao professor

Mais uma ótima notícia que recebi nesta semana: outro grande amigo meu conseguiu uma grande vitória em sua vida: passou como professor adjunto para uma conceituada universidade federal aqui do Paraná!

Parabéns nobre amigo, muita saúde e força para esta sua nova fase de vida. Obrigado pelas caronas diárias para a UFPR, pelas divertidas histórias. Você é uma pessoa muito esforçada, mereceu a vaga. Boa sorte como professor, sabedoria para concluir seu doutorado, e um conselho meu: aproveite a vida um pouquinho mais, agora tem tudo para isto, uma dica deste seu humilde amigo.

Vida longa e próspera!