A lei da reciprocidade

Dia destes, tempo chuvoso na capital paranaense, depois de uma ótima conversa com um colega saio em direção ao tubo pegar o ônibus pra casa. Estava eu com uma pasta cheia de documentos, um guarda-chuva cinza e uma sacola com um tênis que havia comprado.

Caminhei até chegar ao ponto de ônibus que por sinal estava lotado devido a garoa que caía naquela tarde fria. Para quem não conhece as estações tubo possuem rampas para acesso à cadeirantes, mas esta estação estava com problemas nesta rampa. Ao meu lado notei uma mulher com um garoto cadeirante pedindo minha ajuda.

Eu estava com as duas mãos ocupadas. Ao meu lado ouvi uma voz de uma mulher que também estava com as mãos ocupadas mas pediu para eu lhe entregar a minha pasta, o meu guarda-chuva e a minha sacola com o tênis. Ajudei a mulher com o cadeirante, recebi os seus agradecimentos, peguei meus pertences com a mulher e repeti o gesto de agradecimento para ela também.

Como já dizia Newton, para toda a ação existe uma reação. Digo mais, esta reação pode demorar algum tempo, mas vem. Se agirmos de maneira responsável, ajudando as pessoas com simples gestos, a reciprocidade também será na mesma moeda. Cada boa ação que fazemos é como uma corrente que vai enlaçando as pessoas ao redor e que jamais saberemos o seu tamanho e onde chegará. Como gosto de citar:

Um simples gesto compartilhado pode mudar a vida de muitas pessoas.

Um simples gesto

Esta é uma daquelas histórias que todos nalgum momento da vida já passaram ou vão passar algum dia. Ela estava guardadinha em minha memória por mais de dois anos e nesta véspera de feriado de Páscoa resolvi compartilhar e espero que alguma coisa boa eu possa passar com ela.

Meados de 2009, um dia frio na capital paranaense. Estava p da vida com alguns fatos que desencadearam uma sequência enorme de mudanças pessoais e profissionais em minha vida. Tinha que ir no banco encerrar uma conta corrente. Enfrentei uma fila gigantesca. Época difícil, sai apenas com o dinheiro do ônibus e do almoço. Quando enfrento dias difíceis uma válvula de escape que eu tenho é caminhar. Sai do banco e decidi caminhar para esfriar a cuca.

A agência bancária ficava perto de uma BR, era perto do meio-dia lembro-me perfeitamente. Começei a andar pela marginal desta BR e analisava algumas situações que eu precisava resolver. Sabem, têm coisas que acontecem em nossa vida que somente com o tempo você vai compreender o seu significado.

Em minha direção vinha uma mulher maltrapilha juntamente com duas crianças: uma menina em torno de uns 7 anos de idade e um menino em torno de 4 anos de idade. A mulher chegou perto de mim, vi um olhar tão triste nela que cortou meu coração. Ela com aquele olhar triste implorou-me se eu não poderia comprar um salgado para ela dar as crianças. Veio um nó em minha garganta e uma lágrima quase rolou pelo meu rosto.

Olhei atentamente as duas crianças com seus sorrisos puros a me fitar. A menina estava com uma blusinha de lã azul esfarrapada, cabelinhos loiros encaracolados. O menino com uma blusa marrom, cabelos castanhos bem curto. Ambos com moleton de um colégio. Na hora lembrei da minha sobrinha e do meu sobrinho que na época tinham quase a mesma idade daquelas duas crianças. Disse que pagaria um almoço para eles e pedi que me acompanhassem até um restaurante que tinha perto da BR.

Ajudei-a a servir as duas crianças, servi-me também e sentamos para comer. Meu olhar não conseguia deixar de olhar aquelas duas pobres crianças naquele instante de felicidade que eu estava proporcionando para elas.

Ao final tive a felicidade de viver uma cena que volta e meia vem à tona em minha mente. A mesma emoção que senti naquele dia frio de inverno, estou sentindo agora. Pouco me importa se alguém me ver com os olhos vermelhos, são lágrimas de felicidade.

A menininha chegou perto de mim e disse-me: – tio, você é um anjo? Posso te dar um abraço e um beijo tio? Abaixei-me, os dois me abraçaram e me beijaram. Lágrimas rolaram dos meus olhos. A mulher me disse: – que Deus abençoe todos os teus passos meu filho.

Sai chorando do restaurante. Caminhei uma hora e meia até chegar a casa da minha tia. O bem que este simples gesto me proporcionou não há preço que pague. Naquela mesma semana me ligaram agendando uma entrevista e na semana seguinte já estava novamente trabalhando. Coisas que somente a vida nos ensina.

Que nesta Páscoa a vida possa te surpreender com momentos assim, que os teus simples gestos para amenizar a dificuldade das pessoas que possuem menos que você te tragam paz e felicidade. Aproveite as oportunidades de fazer alguém feliz, pois pra você pode ser apenas um simples gesto, mas para quem recebe é uma prova de amor sem igual.

Muito além dos ovos de chocolate que você vai dar para os seus familiares e amigos (hoje tenho a missão de comprar ovos para os meus cinco sobrinhos rs), a Páscoa é a renovação da esperança de uma vida digna que cada um almeja para o seu semelhante.

Uma abençoada e Feliz Páscoa à todos.

3 cachorros

Sabadão de folga, aleluia, fato raro de acontecer. Tomo um belo banho, faço a barba e bora rumo ao centrão de Curitiba passear pela XV e esfriar a cuca. Passo pela Renner comprar uma cueca. A rua XV estava lotada, várias famílias fazendo compras para o dia da criança. Pensei comigo: vou comprar três cachorrinhos de bexiga, encontrar algumas crianças e doar o cachorrinho. Dito e feito.

Comprei os cachorros e ao acaso vi a primeira criança: uma menininha loira (já lembrei da minha sobrinha), com dois rabos de cavalo, andando com sua jovem mãe, ofereci o cachorro, ela ficou super alegre e sua mãe me agradeceu. A segunda criança foi um moleque moreno, ainda fez sinal de positivo pra mim, e a terceira foi uma menininha negra com cabelo rasta, lindíssima, um sorriso espetacular. Esta última foi muito comunicativa comigo, perguntou meu nome, etc e tal e até ganhei um beijo na bochecha, fiquei muito feliz.

Jamais devemos deixar morrer a criança que existe em nós, amanhã brinque com seu filho, passeie com ele no parque, divirta-se e não ligue para comentários alheios. Se tiver condições doe brinquedos as crianças menos favorecidas, e o mais importante, doe um pouco do amor que seus filhos, sobrinhos, etc possuem para as crianças que não possuem amor nesta vida. Visite de vez em quando o Pequeno Cotolengo, faça campanhas de doação de brinquedos, roupas e alimentos para as crianças de rua, pois, quem ganha muito mais é quem doa, e um bem de valor inestimável: o sorriso de agradecimento de uma criança e o seu dízimo para com Deus.

Feliz Dia das Crianças para todos,

O sorriso de Deus

Havia um pequeno menino que queria se encontrar com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente. Um dia encheu sua mochila com pastéis e refrigerante e saiu para brincar no parque. Quando ele andou umas três quadras, encontrou um velhinho sentado em um banco da praça olhando os pássaros. O menino sentou-se junto a ele, abriu sua mochila e ia tomar um gole de refrigerante, quando olhou o velhinho e viu que ele estava com fome, então lhe ofereceu um pastel. O velhinho muito agradecido aceitou e sorriu ao menino. Seu sorriso era tão incrível que o menino quis ver de novo; então ele ofereceu-lhe seu refrigerante. Mais uma vez o velhinho sorriu ao menino. O menino estava tão feliz! Ficaram sentados ali sorrindo, comendo pastéis e bebendo guaraná pelo resto da tarde sem falarem um ao outro. Quando começou escurecer o menino estava cansado e resolveu voltar para casa mas, antes de sair ele se voltou e deu um grande abraço no velhinho. Aí, o velhinho deu-lhe o maior sorriso que o menino já havia recebido. Quando o menino entrou em casa, sua mãe surpresa perguntou ao ver a felicidade estampada em sua face: – O que você fez hoje que te deixou tão feliz assim? Ele respondeu: – Passei a tarde com Deus. Você sabia, que Ele tem o mais lindo sorriso que eu jamais vi? Enquanto isso, o velhinho chegou em casa com o mais radiante sorriso na face e seu filho perguntou: – Por onde você esteve que está tão feliz? E o velhinho respondeu: – Comi pastéis e tomei guaraná no parque, com Deus. Você sabe que Ele é bem mais jovem do que eu pensava? A face de Deus está em todas as pessoas e coisas que são vistas com os olhos do amor e do coração! Que Deus abençoe você que está lendo esta ilustração e ilumine o seu coração para que você possa oferecer a muitas pessoas o sorriso de Deus, que talvez esteja guardado dentro de você enquanto muitos têm fome e sede dEle. Por isso quero oferecer a você, meu melhor sorriso!!!

TOP 10 bebidas

Você está super a fim daquela menina e não sabe o que fazer para conquistá-la e roubar um beijo dela? Segundo a revista ‘Playboy’ dos Estados Unidos, a tequila é a bebida que deixam as mulheres mais ‘facinhas’ na hora da conquista. A publicação elaborou uma pesquisa com 860 garotas americanas, para mostrar como a bebida que elas escolhem no bar influi nas chances de a noite terminar em sexo. Veja na lista a porcentagem de cada bebida que foi consumida pela mulherada e avalie se faz sentido elas terem cedido tão facilmente à ‘cantada’ dos homens, afinal quem não perde a cabeça quando toma umas doses de tequila ou uísque a mais ?:

Lista de Bebidas
Tequila (91%)
Vodca (79%)
Uísque (68%)
Gim (67%)
Rum (62%)
Cerveja (48%)
Conhaque (46%)
Champanhe (23%)
Vinho tinto (12%)
Vinho branco (9%)

Arriba, vamos tomar tequila

Flores

Pense em um deserto: Temperaturas escaldantes, extrema aridez do solo.
Várias ameaças à sobrevivência: Cobras, escorpiões e aranhas.
Neste tipo de ambiente inóspito, porém, milagres acontecem.
Certo dia um vento brando vindo de muito longe trouxe consigo
Com todo o carinho e zelo uma pequena sementinha.
Esta sementinha caiu mansamente no solo seco e árido em meio aos cactus.
Que “sobreviviam” com seus afiados e venenosos espinhos.
E o milagre começou a se desenvolver.
Após alguns dias, mesmo sem a presença da chuva, a pequena sementinha germinou.
Os cactus, feios e espinhentos,
Perceberam a “beleza” daquela pequena flor que acabara de nascer.
Os cactus tentaram de todas as maneiras minar as forças daquela pequena flor.
Com seus poderosos e afiados espinhos começaram a chicotear a pequena flor.
Seu frágil caule, suas flores e folhas, muitas vezes, dia após dia, ficavam com muitas cicatrizes.
Mas a cada amanhecer, a pequena flor fortalecia sua estrutura,
Seu caule, folhas e flores ficavam muito fortes e belos.
Em meio a imensidão do deserto que cercava a flor,
Ela era única e se destacava em meio aos inúmeros cactus.
Pois esta pequena flor era diferente dos cactus que ali habitavam.
Em meio à poeira, calor e aridez do deserto,
A flor vivia forte e confiante no seu progresso.
Certo dia, um biólogo, ao fazer pesquisas neste deserto, descobriu este milagre.
Em meio aos cactus espinhentos,
Seus olhos extasiaram ao ver pela primeira vez aquela grande flor.
O biólogo, acostumado a presenciar fatos diferentes,
Ficou sem explicação ao contemplar aquela flor no deserto.
Não conseguia, apesar de toda a sua experiência,
Explicar a sobrevivência de raríssima flor em meio aquele ambiente hostil.
Está curiosa para saber a explicação, vou te contar:
O vento que trouxe a pequena sementinha é o sopro divino.
Os cactus, são os problemas, decepções, tristezas e desilusões.
E a flor? Está lendo este texto agora.
Mas como consegue destacar-se e vencer os cactus do dia a dia,
Como consegue as proteínas, vitaminas e carboidratos diários para viver.
Simples, o mesmo vento que trouxe a sementinha,
Trouxe consigo tudo o que a flor necessita para viver e curar seus ferimentos.
E este vento [o sopro divino] traz consigo um poderosíssimo bálsamo
Para curar as feridas desta grande flor:
Sim, é isto mesmo que você está pensando agora:

AMIGOS FIÉIS,
VERDADEIROS E
ETERNOS

Amigos que cuidam dos ferimentos,
que protegem contra os espinhos,
que fortalecem a estrutura
Que proporcionam a vida um sentido único e eterno,
que alegram-se infinitamente ao ver a FELICIDADE desta flor
O biólogo, é o mundo, que aplaude e admira esta flor
Se a aridez, calor e espinhos tentarem te ferir,
lembra-te de quem te AMA, na verdadeira acepção da palavra.

A escada da vida

Há muito tempo atrás, num velho templo, existia um grande sábio com muitos pequenos discípulos. Neste templo existia uma gigantesca escada, muito enorme e com degraus muito altos. O grande sábio propôs um desafio aos seus discípulos: subir quantos graus eles conseguissem. E o desafio começou.
Cada discípulo era diferente fisicamente, uns mais fortes, outros mais fracos. Os mais fortes, subiam rapidamente. Os mais fracos, penosa e vagarosamente, também subiam alguns poucos degraus. O grande sábio começou a perceber algumas situações interessantes. Notava que alguns isolavam-se num canto, sofriam muito para subir um degrau. Outros, com o passar do tempo, começaram a perceber que poderiam se ajudar para subir os degraus.
Um dava apoio ao outro e quando este alcançava o degrau superior estendia sua mão para que o outro também subisse para o mesmo degrau.
O grande sábio notou que alguns destes, quando estavam no degrau superior, abandonavam quem os tinha ajudado no degrau debaixo. O grande sábio percebeu que estes eram logo abandonados pelos outros, pois começaram a perceber sua tática. Outros, quando subiam os degraus, trocavam suas companhias para subir os próximos degraus. Outros subiam vários e vários degraus juntamente com os mesmos discípulos.
O grande sábio percebia que os mais fortes, muitas vezes, subiam tão depressa que nem percebiam quem estava ao seu redor. Percebia também que outros subiam apenas alguns degraus e permaneciam neste degrau. Destes, percebia no olhar de alguns a felicidade, porém em outros o desejo de continuar subindo. O grande sábio notava que um pequeno grupo que se ajudava muito. Ao subir mais um degrau, descansava e apreciava a paisagem e somente após continuava a subida. E assim o grande sábio via seus discípulos subirem a grande escada.

O grande sábio é DEUS.
A grande escada chama-se vida.
Os degraus são as fases de nossa vida.
E os discípulos somos nós.

Quantos discípulos fortes conhecemos, que “vivem” somente em função de subir degraus e esquecem dos discípulos que estão ao seu redor. Quantos outros que se utilizam de nossos braços para subir e nos esquecem logo após. Mas existe aquele seleto grupo que sobe junto os degraus desta escada (o qual chamamos de amigos).
Não sei em qual degrau vou parar, mas tenho plena certeza de que apreciei cada degrau que subi. E que estendi meus braços para que tu também chegue no mesmo degrau. Pois sei agradecer quem me ajuda a subir os degraus da minha escada.
E quantos degraus ainda temos para subir?

O alpinista

Era uma linda manhã de primavera.

Como toda a manhã o pequeno monge subia as longas escadarias do templo para ouvir as lições do seu sábio mestre. Seu mestre, um homem com um olhar sério, mas ao mesmo tempo calmo, esperava seu jovem aprendiz para lhe delegar as tarefas diárias. Mas naquela manhã o sábio e sábio mestre proporia um grande desafio para o seu jovem aprendiz.

O pequeno monge chegou ofegante ao templo após subir as escadarias que pareciam intermináveis. Seu sábio mestre mandou-o sentar e descansar um pouco. Passado alguns minutos de silêncio, o sábio mestre olhou fixamente para seu pequeno discípulo. O pequeno monge conhecia muito bem aquele olhar penetrante. Nos minutos seguintes houve uma conversa que mudou para sempre a vida do pequeno monge.

O sábio mestre calmamente sentou-se a frente do pequeno monge e disse:  Pequeno aprendiz você tem sido muito disciplinado e obediente.

– Muito obrigado mestre, me esforço para agradar ao senhor – disse o pequeno monge. O pequeno monge continuou dizendo: – Mestre, que desafio vais me propor agora?  O desafio para você é muito grande, quero que você procure e escale a maior montanha do mundo – disse seu sábio mestre.

O pequeno monge sentiu seu corpo tremer diante do que tinha ouvido do seu mestre e completou dizendo: – Mestre, sou muito jovem e muito frágil e jamais sai das redondezas do templo, estou com medo de não conseguir vencer este desafio. Seu sábio mestre com a calma de anos de experiência encorajou o pequeno monge dizendo: Pequeno monge, não lembra mais dos ensinamentos que te passei, não subestime suas qualidades, seu potencial que está adormecido, verás que eles serão muito úteis nos momentos difíceis.

O pequeno monge ficou um momento em silêncio, ouviu atentamente as instruções do seu sábio mestre e aceitou o desafio. Seu sábio mestre disse que nos momentos difíceis era para o pequeno monge nunca se esquecer do seu treinamento diário e de que ele sempre estaria com seu pequeno discípulo enviando forças positivas.

No dia seguinte, antes do amanhecer, o jovem monge partiu rumo ao seu desafio, não sabendo o quão difícil seria este desafio. O sábio mestre ficou olhando seu jovem aprendiz desaparecer pouco a pouco no horizonte. O sábio mestre sentiu seu coração apertar, mas mostrou a serenidade pela escolha feita.

Então o pequeno monge começou sua jornada. Andou umas duas horas e logo avistou um pequeno monte. Logo veio um pensamento em sua mente: vai ser fácil vencer o desafio imposto pelo meu mestre, certamente está é a maior montanha do mundo.

Como o pequeno monge nunca tinha visto muitas montanhas pensou que aquele pequeno monte era a maior montanha. Ele logo descobriria que o desafio feito pelo seu sábio mestre era muito maior do que ele pensava. Chegou ao pequeno monte e começou a escalar vagarosamente e com muito sofrimento. Após muito esforço, muitas pequenas quedas, muitos arranhões, o pequeno monge chegou ao cume daquele pequeno monte. Uma sensação de êxtase tomou conta do seu frágil corpo, pensou consigo mesmo: Consegui.

Parou por um instante, respirou profundamente, olhou para o horizonte e qual foi sua visão: outro monte, um pouco maior do que este onde ele estava. O pequeno monge ficou um pouco frustrado por ter pensado que já tinha vencido o desafio, mas continuou sua jornada. A cada monte escalado, seus frágeis braços, suas frágeis pernas, ficavam cada vez mais fortes, resistentes às quedas e suportavam com maior facilidade as difíceis escaladas.

O pequeno monge foi crescendo e adquirindo grande experiência em escaladas, já estava começando a escalar grandes montanhas. O tempo passou, mas houve um dia, onde ele teve outra grandiosa lição. Ele estava preso no meio de uma altíssima montanha dificílima de escalar. O monge agora forte e experiente jamais tinha passado por uma situação parecida antes, ficou um bom tempo sem saber o que fazer ou para onde ir, se terminava sua escalada ou desistia.

Quanto ele estava a ponto de desistir, veio até seus pensamentos a figura do seu sábio mestre, do seu treinamento e principalmente de uma frase:

Não subestime suas qualidades e lembre-se que sempre estarei ao seu lado.

Neste exato momento o monge sentiu uma força enorme tomar conta dele, respirou profundamente, ergueu a cabeça e olhou para o alto da montanha, com muita persistência e dedicação conseguiu chegar ao cume daquela grandiosa montanha. A partir daquele momento o monge percebeu qual o real significado do desafio do seu sábio mestre. O desafio não consistia em apenas escalar a mais alta montanha, mas também que ele percebesse a capacidade que ele tinha de superar seus próprios limites.

O monge também percebeu que quando estava prestes a desistir uma força o empurrava a prosseguir, uma força inexplicável. Ele sempre lembrava do seu sábio mestre a cada conquista.

Nós também somos alpinistas.

Antes mesmo de nossa concepção já estamos tendo lições com nosso sábio mestre em seu grande templo. Quando ELE percebe que já estamos aptos para novos desafios, ELE pessoalmente sopra ar em nossos pulmões, faz nosso pequenino coração bater, interliga cada um de nossos neurônios e finalmente depois de algum tempo nascemos.

Começamos a escalar pequeninos montes, porque somos muito frágeis e não temos nenhuma experiência. Temos que escalar muitas montanhas. Pena que muitos subjulgam suas capacidades e desistem no meio da escalada. Nosso sábio mestre também nunca nos abandona e quando estamos à beira de um precipício gigantesco ELE nos estende SUA mão para nos socorrer. ELE toma conta de todo o nosso ser nos dando aquela força inexplicável para nossos braços e nossas pernas para que possamos terminar nossa difícil escalada.

Como o pequeno monge, nós vamos pouco a pouco escalando muitas montanhas ficando cada vez mais fortes e experientes. Sabe qual o nome desta lindíssima jornada: VIDA.

Quantas vezes já ficamos no meio de uma difícil escalada sem saber para onde ir.

Lembre-se de que quando estiveres nestes momentos o seu sábio mestre vai te dar força e providenciar um dos seus outros discípulos para te auxiliar na sua escalada.