Arquiteto de software

Ontem após o trabalho, um pouco gripado, levei uma revista para ler em casa. Interessou-me muito uma matéria que comentava como fazer para ser um arquiteto de software (quicá um dia eu chegue lá). Fiz minha análise crítica do texto e eis minhas considerações:

O arquiteto deve ser direcionado para requisitos: ou seja, não queira abraçar o mundo, desenvolver o software mais perfeito do mundo, agrade o cliente em primeiro lugar. O arquiteto deve focar na captura de funcionalidades, o famoso Domain Modelling.

Não use um canhão para matar uma mosca: muito comum hoje em dia, é utilizar as mais altas tecnologias para resolver um problema simples, utilize a simples equação melhor = mais simples.

Provar porque limão e não laranja: esta é uma parte que considero fundamental, convencer os desenvolvedores que a sua solução é a ideal, claro sendo ético e profissional e sempre aceitando críticas e sugestões.

Visão holística: requisito muito importante que é adquirido com o passar do tempo. O arquiteto deve ser técnico, gerente, psicólogo, consultor, empresário, cliente, etc… ou seja, deve saber como suprir as necessidades de cada integrante do projeto.

Hard skill vs soft skill: o arquiteto deve contemplar um mix destas duas qualidades (técnica e análise). Como é comum durante a carreira, mais funcionalidade, menos código (não querer reinventar a roda). Mais reuniões e análises juntamente com o cliente, menos desenvolvimento.

Habilidade para lidar com pessoas: aqui um fator crítico na minha opinião, vemos vários arquitetos extremamente técnicos, mas pouco sociáveis. Muitos profissionais do mundo da tecnologia têm dificuldades para se relacionarem com as outras pessoas (os famosos nerds). Cada vez mais as empresas dão prioridade para profissionais que aliem técnica e habilidade de liderança. Para conseguir ser um líder, conforme descrito neste post, deve-se ter flexibilidade e principalmente humildade. Vale notar que um arquiteto é forjado após algum tempo, a ferro e fogo (rs).

 

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Zona de conforto

De vez em quando é preciso subir num galho perigoso porque é lá que estão as frutas. [Will Rogers]

Não importa a velocidade a que avanças. O essencial é que não pares nunca. [Confucio]

Nestes dias onde tua mente tem uma tempestade cerebral (texto será publicado brevemente) eis que começo a indagar a mim mesmo sobre a tão comentada zona de conforto. Depois de alguns minutos de pesquisas (as fontes estão nos links abaixo) revelo a minha opinião sobre a zona de conforto.

A zona de conforto consiste numa barreira mental, um espaço onde conhecemos cada centímetro de olhos fechados. É o habitual e conhecido por nós. Ou seja, sintetizando: aquilo que estamos acostumados a fazer diariamente, a dita rotina. Graças a Deus trabalho onde existem desafios diários que me fazem sair da zona de conforto. Mas porque devemos sair da zona de conforto se nela estamos tranquilos? Ora, porque a incerteza é um fato da vida. Mais cedo ou mais tarde você precisará sair de sua zona de conforto. E quando saímos de nossa zona de conforto é que evoluimos, quando precisamos aprender coisas novas. Saindo da zona de conforto estimulamos nosso cérebro a evoluir, que é uma tendência natural de todo o ser humano. Quando temos que sair da zona de conforto nos refinamos como seres humanos (os diamantes são construídos à altas pressões e temperaturas).

Um peixe num aquário olhando para o mar. O Aquário é a zona de conforto e o mar tudo aquilo que sonha realizar na vida.

Posso citar a escola como exemplo, todo o dia têm coisas novas,cobrança de nota, novas lições, provas, etc… Claro que é difícil para sair da zona de conforto, afinal estamos acostumados com ela, mas quem não arrisca não petisca. Um risco calculado pode ser extremamente benéfico a vida (ver texto O Alpinista).
Sonhamos com uma vida tranquila mas em muitas situações necessitamos sair da zona de conforto. Na sociedade moderna viver na zona de conforto é sinônimo de ficar parado no tempo, é a mais pura realidade. Riscos são as raízes da evolução humana. Paramos na zona de conforto por falta de objetivos e metas definidas. Devemos de vez em quando sair da rotina, fazer coisas novas, existem inúmeras possibilidades. Faça uma coisa nova por dia e verás o quão isto te faz melhor.

http://cyberdiet.terra.com.br/por-que-devemos-sair-da-zona-de-conforto-7-1-6-112.html
http://www.rh.com.br/Portal/Carreira/Entrevista/5085/a-ameaca-da-zona-de-conforto.html
http://www.blogdofabossi.com.br/2010/08/zona-de-conforto-motivacao/

Ser Líder

No mundo corporativo capitalista onde vivemos, cada vez mais, a palavra liderança é empregada em eloquentes discursos de diretorias, mas será que todos os que se dizem  líderes realmente são líderes? Tive o prazer de trabalhar com um grande líder, gerente das Lojas Salfer, que certa vez me disse: supervisor, coordenador, gerente ou diretor, com esforço, todos podem ser, agora liderar pessoas é para quem possui o dom. Creio que podemos desenvolver um perfil de liderança, basta começar a seguir alguns preceitos. Vou tomar como exemplos: o gerente de uma rede de lojas e o diretor de uma universidade.

Líder é aquele que sai do seu “castelo de vidro” e vai a batalha juntamente com seus liderados. Líder trata todos pelo nome, com igualdade  e respeito, desde a faxineira ao diretor, para ele não existe “cara faça isto, cara me dê aquilo”, existe “por favor, você (nome) pode me ajudar?”. Líder não tem vergonha de pedir perdão publicamente. Líder, nos momentos difíceis tem a força e a coragem necessária para “cortar sua própria carne” em favor dos seus liderados. Líder conhece a vida dos seus liderados, sabe tirar com naturalidade o que cada pessoa tem de melhor.  Líder sabe frear os mais impetuosos e estimular os mais introspectivos. Líder estimula o potencial e crescimento das pessoas mesmo que isto faça com que seus liderados tomem outros rumos. Líder não vê apenas números e metas, vê pessoas, seres humanos, com virtudes e defeitos. Líder é aquele que consegue lapidar seus liderados em prol de um bem comum. Líder é aquele que após muito tempo lembramos de coisas boas que deixou em nossa vida. Líder não está atrelado ao cargo, ao status social ou ao nível de conhecimento. Líder está atrelado a humildade, a doação e ao exemplo perante seus liderados. Líder é formado após muito tempo, forjado  com muito suor e trabalho.

Cargos massageiam o ego. Liderança massageia a alma.

Um pouco de tudo, um tudo de um pouco?

Nestas três últimas décadas a humanidade presenciou, e está presenciando, um avassalador progresso tecnológico, até sexo virtual já existe, sempre vou preferir fazer amor à moda antiga. As tecnologias que perduravam por anos, hoje tornam-se obsoletas em meses. É uma competição gigantesca entre as empresas ditas de alta tecnologia para ver quem lança uma novidade antes do seu concorrente.

A sociedade também sofreu grandes modificações devido a esta revolução tecnológica, a chamada geração Y. Vejo, com algum pesar, crianças de 7 anos que abdicam de brincadeiras saudáveis por diversões eletronicas (celular, videogames, computadores, televisão, etc). E cada vez mais este ritmo tende a ser mais veloz. Até quando vamos aguentar? Não sei. Saudades e doces lembranças da minha infância (bola de gude, soltar pipa, bétis, jogar bola, fazer avião de papel, esconde-esconde, carrinho de rolimã, etc).

Falando sobre a geração Y, temos em voga no mercado de trabalho, a carreira em Y. Em palavras simples: dois caminhos que se afastam com o tempo e apenas uma escolha. Esta é uma decisão que faz com que muita gente perca o sono, eu mesmo “estou sem rumo, sem lenço , sem documento, num frio de julho”. Com N tecnologias diferentes, N áreas de trabalho, N cursos, fica difícil fazer a escolha de um caminho. O que me faz pensar!

Dizem que devemos possuir uma visão holística de nosso ambiente de trabalho, os gestores adorm preconizar este preceito, parece um dogma da gestão moderna. Mas não seremos apenas meros generalistas? E se focarmos numa especialidade específica sem ver o todo? Seremos muito especialistas. E se nossa especialidade que nos custou anos de empenho e muito dinheiro seja obsoleta para o mercado daqui seis meses? Perguntas e mais perguntas, as respostas, como sempre, são subjetivas.

Investir na área técnica ou na área de gestão? Com o decorrer do tempo é normal os profissionais caminharem em direção da área de gestão e aqui muitos deixam de ser excelentes técnicos e tornam-se péssimos gestores, porque? Não possuem o dom de liderar pessoas. Óbvio que é possível aprender, mas levará tempo e calma. Até parece consultor falando, mas calma, sou apenas um mero técnico que tem muito o que aprender ainda.

Creio que devemos ser muito bons numa área específica mas sempre estar de olhos bem abertos para o que está ao nosso redor, pois se tivermos o embasamento teórico fundamental (a dita lógica) será menos dolorosa a mudança para outra área. Como diz minha sábia e amada mãe: saiba fazer o feijão com arroz, mas esporadicamente aprenda a fazer um novo prato. Isto é o que os diretores chamam de hobbies e quanto mais diferente for (experimente fazer um sushi) do seu trabalho diário mais sua mente estará apta para mudanças.

Meu exemplo, trabalho com tecnologia da informação, meus hobbies são: filsosofia, psicologia, visitar áreas rurais, exercícios físicos (ultimamente estou preguiçoso), escrever (vide este blog), ouvir música, ler. O importante é sempre possuir uma segunda opção. Faça cursos de aperfeiçoamento, mas experimente fazer cursos de outras áreas, seus horizontes serão mais amplos.