Uma mulher batalhadora

Bom, mais uma recordação da minha vida que sempre gosto de relembrar.

Era final de década de 80, minha família tinha vindo de uma pequena vila no meio oeste catarinense para uma promissora cidade do norte catarinense. Época dura. Meu pai trabalhava fora e vinha apenas nos finais de semana para casa. Eu tinha uns 9, 10 anos, meu irmão 7 e minha irmã 5. Morávamos de aluguel num casarão onde moravam mais três famílias, o espaço era muito pequeno. Para ajudar meu pai minha mãe começou a trabalhar numa empresa madeireira no setor de lustração de móveis. Ficávamos com minha avó paterna (in memorian).

Jamais me esqueço da força da minha mãe nesta época, pois foi com a ajuda do seu trabalho que o meu pai pode vender o seu Chevette e comprar um lote para fazer uma meia-água para a família ir morar sem pagar aluguel.

Na época minha mãe ficou grávida da minha irmã do meio. Lembro-me como se fosse hoje, todo o Santo dia ela guardava os bolinhos de carne, hamburguers e pastéis que tinha no almoço da empresa e trazia para eu e meus irmãos comermos à noite. Desculpem-me, mas lágrimas correram pelos meus olhos agora… Aqueles salgados tinham um sabor que nem mesmo o melhor bistrô parisiense poderia fazer igual: o gosto do AMOR. Repartíamos aqueles salgados igualmente, ela ficava nos olhando com aquele ar de felicidade que só uma mãe pode ter.

Devido ao clima áspero do seu trabalho (pó e tinta), ela teve algumas complicações de saúde, mas, suportou aquele fardo, grávida de minha irmã, durante seis meses.  Foi uma das maiores provas de AMOR que ela deu à mim e aos meus irmãos, sacrificou a si mesma para nos dar, na medida que ela podia, um melhor conforto.

Talvez ela nunca saiba deste texto que escrevi, mas certamente que meus gestos de carinho, admiração e respeito por ela tentarão retribuir um pouquinho do que ela fez por mim.

TE AMO MÃE.

Você que é filho, tenha compaixão e respeito pela sua mãe, tua alma ficará límpida e em mansidão.

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Não se diminua

Perante as dificuldades e vicissitudes da vida não se diminua, não baixe a cabeça já mais. Levante e erga-se, continue firme. De mais um passo adiante, pois você pode. Diga sempre para você mesmo que você pode porque você é maior que qualquer dificuldade que a vida te oferece. Aproveite os presentes que o sofrimento pode nos oferecer: testar nossos limites, medir nossas forças, e nos colocar diante de mais um propósito. O pior não é cair, é não saber quando levantar ou pior não ter vontade.
Você é maior que qualquer obstáculo. As muralhas existem para provar quão forte é o nosso desejo em conseguir algo. Para testar se realmente é isso mesmo o que queremos. Então pra que se diminuir? Levante e corra, quem acorda cedo consegui o que quer. Enquanto você dorme já tem gente batalhando. Corra, pois nada cai do céu.
O século XXI parece ser o século da síndrome do eu não consigo, eu sou um fracassado não valho nada, sou um zero. Jovens e adolescentes e tantos outros com problemas de depressão baixa auto-estima crise de identidade. O espelho já não reflete as crianças alegres. Tornou-se o maior inimigo dos adolescentes. Pra que tudo isso? Por conta de um padrão regido pela sociedade?
Não se diminua, não faça isso. Procure seu espaço no mundo e conquiste seu lugar ao sol. Sabe qual é o maior valor que um ser humano deve ter e precisa almejar deixando isso bem claro para que quem esteja a quilômetros de distância possa perceber? Ser você mesmo. Isso mesmo. Não precisa ter uma conta bancaria recheada ser conhecido por todos é só se gostar, gostar de você do jeitinho que você é sem tirar nem pôr.
De tanto serem apontados nossos defeitos virão virtudes a nossos olhos. Porque se existe algo que até seu melhor amigo guarda para só dizer quando estas no fundo do posso para te animar são as tuas qualidades. Os defeitos são jogados fáceis na nossa cara, mas qualidade que é bom nada.
Por isso eu digo: não se diminua. Quando se olhar no espelho pela manhã já na hora de escovar os dentes olhe com prazer e sorria muito. Você é uma obra prima do todo poderoso, sua imagem e semelhança por isso ninguém pode dizer que você é feio ou esta fora dos padrões. Padrões cada um com o seu, tenha também o seu.
Aprendi tanto a gostar de meus defeitos que já nem conheço mais minhas virtudes, esquece de minhas qualidades, piso em minhas vaidades, procuro valores. Sou feliz com o que tenho e com meu jeito de ser. Se eu pudesse nascer de novo gostaria de sempre ser eu mesma. Faria tudo de novo. Aprenderia com a mesma dor para poder sorrir com o mesmo prazer a, pois cada obstáculo ultrapassado. A vida é um milagre e não existe receita melhor do que saber viver com o que se tem.
Um dos melhores caminhos é não cobiçar o que não podemos ter ou não podemos alcançar no momento. Vamos viver cada dia com intensidade como se houvesse amanhã para planejar um futuro melhor para nós e para o mundo. Viva. Não se diminua já mais. Você é um ser maravilhoso. Tudo de negativo que te for dito, apague. Se não é pra somar então nem precisa dividir. Se for para subtrair pra que tentar a raiz quadrada? Tente fazer um noves fora, se não conseguir jogue fora. É porque não prestava e se não prestava é porque não era pra você. A vida é maravilhosa pra que se preocupar com coisas que não somam?
Sorria sempre com você mesmo não espere que alguém coloque um sorriso em seu rosto. Vai mostrando os dentes desde cedo, a vida é para ser vivida. Não relembre as angustias. Colecione as surpresas e embrulhe as alegrias o tempo de ser feliz é esse. É o hoje. É o agora.
Não espere o tão sonhado príncipe encantado, aquela promoção do século ou aquele carro zerinho nem a casa de seus sonhos para ser feliz. Seja feliz com o que tens no momento, pois a vida começa no agora não no amanhã. Ame e serás amado. Perdoa e serás perdoado. Se diminua e serás diminuído. Se tiveres virtudes serás notado, se tiveres valores serás aclamado se fores humilde serás exaltado e com caráter já mais serás esquecido.
Não se diminua, mostre quão grande és tu.

Fonte: http://www.otimismoemrede.com/nao_se_diminua.html

Como vivem as flores

Era uma tarde quente de verão, e o vendaval agitava a folhagem com violência, anunciando a tempestade que se aproximava rapidamente. Pelas janelas abertas, um suave perfume enchia a casa. Lá fora, um espetáculo digno de nota acontecia. Açoitados pelo vento, os pés de manjericão, alfavaca e lavanda dobravam-se e liberavam um delicioso perfume.

Era impressionante notar a maneira como as flores e folhagens respondiam aos golpes violentos do vento. Os primeiros pingos de chuva enfeitavam as rosas abertas como se fossem diamantes líquidos. Mas o temporal anunciado logo chegou e as gotas da chuva, agora misturadas com o vento forte, pareciam um bombardeio cruel macerando as suaves pétalas, que respondiam à agressão liberando um perfume inconfundível.

Era incrível aquela lição viva de generosidade e resignação! Ante a violência do temporal, instintivamente as plantas se dobravam para não quebrar. As plantas não pensam, não são seres racionais, mas cumprem silenciosas e submissas, as tarefas que o Criador lhes confia, apesar das tempestades da vida.

Assim também agem algumas pessoas. São como as flores que, mesmo maceradas pela enfermidade cruel, pela agrestia da vida, respondem com o perfume do otimismo e da alegria. Seres racionais que são, sabem que todas as lições que lhes chegam são oportunidades de crescimento e auto-superação. Isso acontece com uma jovem senhora, agredida por um câncer cruel que tenta lhe roubar o corpo, minando-o aos poucos e insistentemente. Quando soube que teria que fazer quimioterapia novamente, não se desesperou.

“Eu venci essa doença uma vez e vou vencê-la de novo”. Falava com fé e disposição na alma. A família, preocupada com seu estado de saúde, insiste para que ela fique em casa, repousando, mas ela prefere trabalhar. Trabalha como vendedora e sempre supera as metas estabelecidas pela gerência. Quando faz o tratamento quimioterápico, ela passa muito mal. Mas a dor não a impede de estar o dia todo com um sorriso nos lábios, distribuindo otimismo entre seus colegas. Sempre gentil, ela dribla a doença, trabalha, confia, sofre, espera.

Uma pessoa assim é como uma flor que, mesmo açoitada pelos ventos fortes e pela violência da chuva, exala perfume e não deixa de florescer a cada primavera. Até parece que Deus permite que pessoas assim nasçam na terra para exemplificar a resignação, a confiança, o otimismo. Pessoas que não se deixam desanimar, mesmo diante dos quadros mais graves e desesperadores. O corpo sofre as agressões da doença, não há dúvida. Mas o espírito está intacto, lúcido, ofertando o perfume da gratidão a Deus pela bênção da vida. E vive intensamente.

Enquanto muitas pessoas saudáveis reclamam por coisas mínimas, faltam ao trabalho sem motivos justos, aquela mulher-flor abre suas pétalas de esperança dignificando a oportunidade de crescer que o Criador lhe concede. Sem dúvida um exemplo incomum. Em vez de se deixar derrotar pela enfermidade, ela luta com vigor e coragem, e, acima de tudo, com confiança plena em Deus.

Quando, em algum momento, sua coragem ameaça vacilar, pensa nas pessoas que sofrem mais que ela e firma o passo outra vez, seguindo em frente. Imitando as flores que, mesmo tendo suas pétalas rasgadas pelo granizo, não deixam de exalar perfume, também essa moça valente não permite que a doença lhe roube a paz de espírito e a imensa vontade de viver.

Pense nisso, e busque viver com otimismo, por mais que a situação esteja difícil.

Ciclos em nossa vida

Postado em 08/07/2009

Bom, mais uma fase importante finda-se em minha vida. Certamente a fase mais importante que já passei. Como ao final de cada fase é comum fazer uma análise. Pois bem, aqui vai a minha:

Desde que “o destino” convidou-me a vir morar aqui em Curitiba, sempre comento com meus amigos que este tempo que estou aqui (desde fevereiro de 2008) foi a fase mais engrandecedora para mim como ser humano. Conheci várias pessoas interessantes, percebi que pessoas que vivem em metrópole tendem a ser mais fechadas , formei grandes amizades, comprovei que muitas vezes títulos ao invés de ajudar atrapalham as pessoas, tornam-se arrogantes e senhoras da verdade, fui surpreendido, me surpreendi, me decepcionei, ri muito. Tive o apoio de grandes amigos (F.C.V.B. pela longa amizade, T.A.B. pelas caronas, C.E. pelas dicas). Sempre vi as situações difíceis como um aprendizado. Foi um ciclo muito positivo, como sempre falo:

As coisas acontecem na hora exata, nem cedo, nem tarde.

Eu precisava de uma tempestade para agitar minha vida, e isto ocorreu semana passada. Uma sucessão de fatos e fatores que desencadearam no final de mais um ciclo em minha vida. Como pessoa engrandeci enormemente: evolui em responsabilidade, bom humor e contato social.

Epa, peraí, isto aqui está parecendo um “requiem“. Calma meninas não vou embora de Curitiba, apenas vou mudar de emprego. Como lição fica o seguinte: quando o mar está muito calmo é sinal de que uma tempestade está por vir e devemos sempre estar preparados para raios e trovoadas em nossas vidas. Sinceramente, não sei se estou, mas agora vou descobrir.

Tenho ótimas lembranças deste ciclo de trabalho (as filosofias no RU e laboratório, os momentos de riso, as tardes calientes, as esfihas no Estação). Terei saudade do tempo livre que eu tinha e muitas vezes não soube aproveitá-lo, mas todos passamos por isto alguma vez na vida. Estava precisando de uma tempestade, afinal:

Os grandes marinheiros conhecemos quando o mar está revolto, não quando ele está calmo.

Só espero que minhas decisões sejam as corretas. Na verdade, o importante é decidir. Se errar, é possível recomeçar.

Ficarão grandes momentos deste ciclo em minha mente, a boa lembrança de pessoas (em especial a senhorita L.M.). É isso, agora deixa eu ir procurar emprego. Me desejem boa sorte.

Árvores

Conta-se que certa vez, num bosque muito imenso, existiam muitas árvores diferentes. Algumas muito velhas, outras jovens, outras cheia de galhos, outras somente tronco e copa, outras cheias de espinhos. Um pequeno grupo de crianças estava brincando naquele bosque.
Curioso que todos estavam ao redor de uma frondosa e belíssima árvore. Aquelas pequenas crianças, com as mãozinhas cheias de pedras, começaram a atirar as pedras na árvore. Passou-se um tempo, um adulto curioso ao ver a cena, foi ver o porquê das crianças estarem atirando pedras naquela árvore específica.
Chegou ao lado de um pequeno menino, este estava ofegante por já ter atirado muitas pedras contra a árvore. Disse ao menino, com voz áspera: pare de atirar pedras na árvore, estás machucando seus galhos e tronco. Mas o pequeno menino não deu ouvidos, pegou mais uma pedra, reuniu forças em seus frágeis braços e lançou a pedra.
Um arremesso perfeito, a pedra acertou um belo fruto que escondia-se lá no alto da árvore, atrás dos galhos. Quando o saboroso fruto caiu houve uma correria e excitação das crianças ao verem seus esforços recompensados.
O pequeno menino, com o rosto lambuzado pelo fruto que estava saboreando, olhou fixamente para o adulto e disse: Viu moço, não queria machucar a árvore, queria acertar os seus deliciosos frutos.
O adulto, parou por um instante e refletiu, tirando duas conclusões:
Podemos considerar as pedras atiradas em nós apenas com o intuito de causar dor e ferir. Sim, e existem “crianças maldosas” que somente desejam isto. Mesmo para estas, não devemos negar nosso fruto, para que elas repensem sobre suas atitudes para conosco.
Mas devemos considerar as pedras como desafios e tarefas que nos impõem diariamente. Têm dias onde “muitas pedras” são atiradas em nós, algumas nos ferindo. Pensamos, porque somente em nós quando existem outras pessoas ao nosso redor?
Olhemos o exemplo do bosque: pouquíssimas são as árvores que dão frutos. Devemos consideras as pedras como algo bom, pois derrubam nossos frutos para quem amamos saborear não deixando apodrecer nos galhos.
Quantas vezes, “os adultos” dizem para desistirmos de “atirar pedras” na árvore. Mas devemos ser o menino da história. Encare cada “pedra atirada” como algo bom, esqueça as que somente te atiram para te ferir.

Flores

Pense em um deserto: Temperaturas escaldantes, extrema aridez do solo.
Várias ameaças à sobrevivência: Cobras, escorpiões e aranhas.
Neste tipo de ambiente inóspito, porém, milagres acontecem.
Certo dia um vento brando vindo de muito longe trouxe consigo
Com todo o carinho e zelo uma pequena sementinha.
Esta sementinha caiu mansamente no solo seco e árido em meio aos cactus.
Que “sobreviviam” com seus afiados e venenosos espinhos.
E o milagre começou a se desenvolver.
Após alguns dias, mesmo sem a presença da chuva, a pequena sementinha germinou.
Os cactus, feios e espinhentos,
Perceberam a “beleza” daquela pequena flor que acabara de nascer.
Os cactus tentaram de todas as maneiras minar as forças daquela pequena flor.
Com seus poderosos e afiados espinhos começaram a chicotear a pequena flor.
Seu frágil caule, suas flores e folhas, muitas vezes, dia após dia, ficavam com muitas cicatrizes.
Mas a cada amanhecer, a pequena flor fortalecia sua estrutura,
Seu caule, folhas e flores ficavam muito fortes e belos.
Em meio a imensidão do deserto que cercava a flor,
Ela era única e se destacava em meio aos inúmeros cactus.
Pois esta pequena flor era diferente dos cactus que ali habitavam.
Em meio à poeira, calor e aridez do deserto,
A flor vivia forte e confiante no seu progresso.
Certo dia, um biólogo, ao fazer pesquisas neste deserto, descobriu este milagre.
Em meio aos cactus espinhentos,
Seus olhos extasiaram ao ver pela primeira vez aquela grande flor.
O biólogo, acostumado a presenciar fatos diferentes,
Ficou sem explicação ao contemplar aquela flor no deserto.
Não conseguia, apesar de toda a sua experiência,
Explicar a sobrevivência de raríssima flor em meio aquele ambiente hostil.
Está curiosa para saber a explicação, vou te contar:
O vento que trouxe a pequena sementinha é o sopro divino.
Os cactus, são os problemas, decepções, tristezas e desilusões.
E a flor? Está lendo este texto agora.
Mas como consegue destacar-se e vencer os cactus do dia a dia,
Como consegue as proteínas, vitaminas e carboidratos diários para viver.
Simples, o mesmo vento que trouxe a sementinha,
Trouxe consigo tudo o que a flor necessita para viver e curar seus ferimentos.
E este vento [o sopro divino] traz consigo um poderosíssimo bálsamo
Para curar as feridas desta grande flor:
Sim, é isto mesmo que você está pensando agora:

AMIGOS FIÉIS,
VERDADEIROS E
ETERNOS

Amigos que cuidam dos ferimentos,
que protegem contra os espinhos,
que fortalecem a estrutura
Que proporcionam a vida um sentido único e eterno,
que alegram-se infinitamente ao ver a FELICIDADE desta flor
O biólogo, é o mundo, que aplaude e admira esta flor
Se a aridez, calor e espinhos tentarem te ferir,
lembra-te de quem te AMA, na verdadeira acepção da palavra.