Mix Tapes Set 2

Para o pessoal que já passou dos trinta anos de idade e curtiu muito os anos 90, mais um set list para relembrar grandes momentos de diversão. Aumentem o volume, retirem as cadeiras da sala e bora treinar alguns passinhos (rs).

Penelope – Take a chance

Chimo Bayo – Asi me gusta a mi

Cartouche – Touch the sky

Colour – Heat of the night

Technotronic – Move this

2 For Love – Only for love

Culture Beat – Got to get it

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Mix tapes

Aproveitando o feriadão e o aniversário do meu estimado pai junto com a minha família, resolvo ver minhas antigas coisas que estavam guardadas num baú velho de madeira que meu avô fez pra mim. Como a vida tem destas curiosidades saudosistas. Dentre livros, velhas apostilas, algumas revistas de conteúdo ‘interessante’, meu caderno de matemática, eis que meus olhos brilham de nostalgia ao vislumbrar  minhas fitas cassete dentro de um caixa velha de sapatos.

Minhas fitas cassete eram muito desejadas pela gurizada da rua, pois eu adorava fazer mix tapes de música dance dos anos 90 (grande época, grandes recordações) e distribuir para a gurizada. Na época eu estudava no período noturno no antigo segundo grau (quanto tempo), juntamente com um grande amigo meu fazíamos de tudo para conseguir comprar as fitas cassete da antiga Doctor Disco aqui de Curitiba (DJ Party Mix), as famosérrimas fitas amarelas e as vermelhas (especiais). A gente passava a tarde toda selecionando e gravando fitas cassete no meu grande rádio ‘double deck recorder’ preto que ganhei do meu pai (o melhor presente ganho até hoje).

Quantas tardes de sábado, quantas noites no intervalo das aulas, a galera se reunia para escutar nossas mix tapes. Eu passava o final de semana todo escutando programas de rádio para ver se uma nova música era lançada. Sabia de cor e salteado todos os horários dos melhores programas de rádio (em especial o inesquecível Ritmo da Noite da Jovem Pan mixado pelo grande DJ Iraí Campos). Dentre outros que me lembro tinha também a rádio Mundi de Ponta Grossa, a Atlântida de Blumenau, a Nova Era de Mafra, a Transamérica, etc.

Depois de passar um tempo vendo minhas fitas cassete e relembrando dos amigos e festas do passado, perguntei para a minha mãe onde estava meu toca-fitas preto, o mesmo onde eu escutava as minhas mix tapes. Para a minha enorme surpresa, ele ainda funciona. Não pensei duas vezes, peguei as fitas cassete, sentei na varanda da frente da minha casa como eu fazia antigamente, levantei o volume e curti os grandes clássicos dance dos anos 90 que tiveram grande importância em minha vida. Para os saudosistas, farei set lists das músicas que eu gravava. Que saudade, curtam o som.

Bandido – I drove all night

G.E.M. – I feel you tonight

Taleesa – I found love

Ice MC – Think about the way

Twenty Four Seven – Slave to the music

Whigfield – Saturday night

DJ Bobo – Somebody dance with me

Co.Ro feat Taleesa – For your love

Double You – Heart of glass

Twenty Four Seven – Take me away

Andrew Sixty – Oh Carol

Aguardem que tem mais, é muita música.

Fragmentos musicais

Já escrevi diversos posts aqui no meu cantinho ressaltando a importância que as músicas têm em minha memória, em minha vida. Ouvir uma boa música certamente que nos faz lembrar de ótimos momentos e ótimas fases vividas em nossas vidas. Existem aquelas que nos lembram de lugares, aquelas que nos lembram de pessoas, etc.

Como sou fã incondicional de música antiga (na verdade a música ultrapassa o conceito de tempo), principalmente anos 80. Eu era meio que o DJ da nossa rua e regularmente fazia set lists que gravava para os amigos como mencionado aqui neste post. Afaste o sofá para o lado e curta mais um set list.

Joy – Cheek To Cheek

Human League – Human

Tina Charles – Dance Little Lady Dance

Rick Astley – Never Gonna Give You Up

Billy Idol – Dancing With Myself

ELO – Last Train To London

Tina Turner – Simply The Best

Roy Orbison – I drove all night

Roxette – Sleeping In My Car

Blondie – Heart Of Glass

Um sonho inacabado

Era uma típica noite de outono nalguma cidade europeia, Praga talvez. A calçada estava repleta por folhas amarelas. Caminhando por entre as estreitas ruas, a calça jeans surrada, a camisa verde estilo militar, os óculos escuros ‘a la’ Top Gun. Eis que vultos surgem por entre uma janela semi-aberta. Ele pára, curioso que é, chega de mansinho perto da janela e os seus olhos se enchem de beleza com uma tórrida cena.

Ele vislumbra uma grande mezzanino em couro negro com formato oval. A garrafa de champagne dentro de um balde de gelo. Sentada num sofá charmoso uma loira escandinava, pernas cruzadas, cabelo channel, vestida com um elegante tailleur segurava elegantemente um copo de champagne que estava com líquido pela metade. Ele ouve alguns gemidos dando corpo aquela noite. Seus olhos mudam de foco e presenciam uma cena inesquecível.

No centro do mezzanino vislumbra duas ninfetas nuas, os cabelos longos presos em forma de trança, uma loira, outra morena, os corpos transpirando jovialidade e convites prazerosos. Ao fundo uma vitrola moderna tocando um belo instrumental. A hábil língua da loira desliza pelo corpo da morena que está a sua mercê. Passeia do lóbulo da orelha até o meio de suas pernas. Ele começa a transpirar. No átimo seguinte ele está no meio do mezzanino, a loira degusta um gole de champagne e avalia todo o seu corpo com o seu olhar. Ela olha para as duas que entendem à sua ordem.

Aproximam-se do homem, enquanto a loira retira o zíper de sua calça a morena agracia-o com fervorosos beijos. Seus óculos são postos ao lado do balde onde está a garrafa de champagne, sua camisa é arrancada ferozmente, ouve-se o som dos botões caindo no chão. Elas lambem suas orelhas, ele permanece imóvel. A loira que observa a cena pousa um dedo no champagne e começa a se masturbar em sua frente. Elas agora atacam seu forte pescoço com mordidas, brigam por cada centímetro do seu peito, descem com a língua em sinuosas curvas por sua barriga. Um leve beijo em seu membro ereto, as mãos dele em suas cabeças segurando os seus cabelos.

Ao longe, o som instrumental é cortado por um nervoso riff de guitarra. 6h20. Que m… meu celular me desperta, vou ao banheiro, uma água fria no rosto e um copo de água gelada. Preciso terminar este sonho. E desta vez vou desativar o alarme do celular.

Um dia inesquecível

Existem dias que perpetuam-se em nosso coração.

Aquela mensagem cedinho com aqueles simples caracteres dizendo: hoje eu preciso tanto de você. O coração palpitou mais forte, o banho assobiando feito um canarinho cantando à sua amada parceira. O passeio junto ao seu lado contemplando as belezas de um dia de verão. Duas vitaminas de morango e incontáveis porções de sorrisos e gestos de carinho.

As mãos unidas em perfeita simetria. Os dois na casa dos trinta (ela perto, ele já passou quatro) feito um casalzinho adolescente. Os beijos e amassos no elevador. O quarto à nossa espera, o tempo à nosso favor, tudo em perfeição. Calmamente sintonizo uma estação romântica e somos agraciados por esta bela melodia. Suas delicadas e hábeis mãos desabotoam minha camisa, lentamente, botão por botão, beijo por beijo. Sua pele bronzeada com aquela marquinha sensual. Sua calcinha com detalhes de pimenta. A banheira de hidromassagem à nossa espera.

A água enchendo lentamente na temperatura ideal. Você entra posiciona-se confortavelmente e olha-me. Eu, como menino que ganhou uma bola de aniversário, explodindo de alegria e desejo posiciono-me ao seu lado. As espumas moldando meu peito e seus seios. Nossos risos aproveitando aquele momento único em nossas vidas. Aquelas brincadeiras que sempre sonhamos fazer numa banheira de espuma. O ápice de prazer. Pertencíamos a outro mundo, outra dimensão.

O almoço desgustado em sua divina e divertida companhia. O convite para passear no Parque Barigui. A cena do pássaro mergulhando e voltando com um pequeno peixe em seu bico. O descanso, a conversa com você deitada em meu colo com uma frondosa árvore por testemunha. Aquele silêncio quebrado apenas pelos pássaros que faziam seu ninho. Aquelas promessas e planos para o futuro. Aquele beijo de despedida por mais um dia divinamente vivido.

Aiai, gostei e quero mais!!!

Banho à dois

Estava eu sentado no banco da Praça Tiradentes. Fazia muito calor, fiquei por um tempo observando um destes artistas de rua que fazem nomes com linhas de aço. Pouco tempo depois, eis que minha valquíria loira surge. Um jeans colado ao seu corpo, uma camiseta com estampa infantil (rs) e um lenço no pescoço que proporcionava todo um charme especial.

Conversamos sobre algumas coisas alegres e divertidas. Rumamos em direção à um motel para aproveitarmos melhor um ao outro. Como mencionei estava fazendo muito calor. Começamos a nos despir lentamente, alguns beijos ardentes e cheios de carinho. Sua calcinha preta arremessada certeiramente no cabide. Minha cueca nos meus pés enquanto recebia beijos e mordidas por todo o meu corpo.

Ela pegou uma toalha. Eu peguei meu celular e coloquei um set dançante dos anos 80. Quando ouvi os primeiros acordes desta melodia cantada por um dueto dinamarquês (rs),  convidei-a para bailar comigo e falei pra ela: – nossa, está me recorda grandes momentos. Ela com seu jeito todo sexy me responde: – é seu safado, nunca pensei que você já tinha dançado pelado alguma música. Eu cai na gargalhada e falei: não, nunca fui stripper, olha aqui, nem corpo tenho pra isto. Ela riu pra mim e juntou-me junto ao seu corpo nu e disse baixinho no meu ouvido: pois pra mim está perfeito, vem tomar banho comigo.

Como recusar um pedido destes. Enlaçei-a por trás e carreguei-a até o box. Regulei a temperatura e a quantidade de água. Ela prendeu o seu cabelo com algumas presilhas coloridas. Peguei um sabonete e começei a passar sobre os seus maravilhosos seios. Ave-maria meu nível de tesão foi as estrelas. Ela vendo minha virilidade tomando forma, pegou o sabonete e ensaboou meu peito descendo suavemente pela minha barriga até chegar ao meu rubro e ereto membro. Quase gozei. Colamos nossos corpos embaixo do chuveiro. Percorri suas nádegas cheias de espuma de sabonete, com suaves movimentos, encaixei minha mão no meio de suas coxas e senti que ela se arrepiou todinha. Mordisquei seu pescoço e orelha. Ela massageava meu ereto membro enquanto me beijava fervorosamente.

Não estávamos aguentando mais. Nos enxugamos rapidamente. A música tinha mudado. Dancei sedutoramente pra ela (bom tentei pelo menos rs) entoando os refrões. Derrubei-a na cama e o resto fica na imaginação de vocês.

O silêncio de dois amantes

No quarto apenas dois corpos nus extasiados de prazer. Os olhos fechados, a respiração ainda ofegante, seus sedosos cabelos cobrindo meu peito, minhas mãos roçando suas costas.

Apenas dois amantes, sem ligar para o tempo, para os problemas, em um silêncio de satisfação mútua. Um belíssimo presente de final de ano, tê-la cochilando serenamente sobre meu peito.

10 minutos passados, ouço sua doce voz concedendo-me mais uma obra prima para os meus ouvidos. Entoava baixinho no meu ouvido com aquele tom de voz sensual e provocante uma linda melodia (Maná – Si no te hubieras ido). Sabem aqueles momentos que você desejaria ser um deus e parar o tempo.

O silêncio dos dois amantes foi quebrado de forma inesquecível. Palavras me faltam para descrever esta cena, fica a alegria de tê-la vivido.

O motorista

Final da década de 80. Meu pai tinha comprado um terreno em outro bairro da cidade e estava fazendo uma meia-água para nossa família morar e finalmente sair do aluguel. Pensando nisto nossa mãe nos matriculou no colégio daquele bairro. Eu tinha 9 anos de idade, meu irmão 7 anos de idade.

Estudávamos de manhã. Acordávamos cedinho, vestíamos o uniforme escolar, a pasta embaixo do braço, caminhávamos até o ponto sozinhos e ficávamos esperando o ônibus passar. Sim, desde cedo aprendemos a nos virar sozinhos e como isto foi bom para nosso amadurecimento como homem e cidadão. Sentávamos num gramadinho que tinha observando os trabalhadores no ponto. Eis que algum tempo depois lá vinha o ônibus. Me recordo vivamente, um ônibus velho, amarelo, número 30.

Subíamos as escadas, cumprimentávamos o motorista. Até hoje tenho a imagem deste motorista em minha mente. Todo o dia quando entrávamos no ônibus ele nos falava: – bom dia meninos, caprichem nos estudos para ser alguém na vida, podem passar por debaixo da roleta. O motorista quase sempre de óculos Raiban escuros, barba por fazer, ligava seu velho toca-fitas e durante o trajeto escutávamos umas modas do Milionário & José Rico (Estrada da vida, A dama de vermelho, A carta, Vontade dividida, Sonhei com você, O último julgamento). Aliás o motorista era muito conhecido na cidade por ser muito parecido com o Milionário.

Durante uns seis meses fizemos este trajeto. Quase 20 anos depois, numa bela tarde de verão, vou visitar uma amiga minha perto da casa onde morávamos de aluguel. Quando adentrei o ônibus, lá estava o motorista, reconheci-o na mesma hora, os mesmos óculos escuros e a barba por fazer, apenas não vi mais seu toca-fitas. Sentei no primeiro banco, puxei conversa com ele antes do ônibus sair do terminal.

Você se lembra de dois pequenos guris, um magricela (eu) e um mais entrocado (meu irmão) que você levava todo o dia cedinho, que sentavam nos primeiros bancos e passavam por baixo da roleta?

Sim, me lembro deles, devem estar homens feitos hoje – respondeu o motorista.

Então aqui está um deles na sua frente. Dali pra frente fomos conversando sobre a vida até eu chegar no meu destino. Agradeci-o por ele nos deixar passar por debaixo da roleta e segui meu rumo.

Alguns anos depois, soube que tinha feito a barba e pouco tempo depois veio a falecer. Sempre que escuto alguma moda do Milionário & José Rico me lembro deste motorista.

O beijo

Dia destes, muito calor, eu puto da vida (coisa raríssima de se ver) porque tinham assaltado meu avô (apenas o susto), cabisbaixo perambulando pela rua XV. Resolvo encontrar meu porto seguro. Ao final, como sempre, revelou-se uma grande ideia.

Sabem, mulher tem um sexto sentido, percebeu na hora que eu estava diferente. Fiz ela rir do jeitinho que ela adora. Ela me falou, está acontecendo algo contigo? Nada não, respondi. Sei, disse ela. A cena que se seguiu foi eternizada em meu coração.

Delicadamente passei as mãos pelos seus cabelos, olhei-a fixamente em seus olhos, ela começou a fazer cócegas em meu cabelo, comentei assim não vale, ponto fraco. Aproximou-se calmamente, angelicalmente beijou a minha testa, desceu um pouquinho, mordiscou minha orelha, beijou meu pescoço, ficamos frente a frente, fizemos o beijo de esquimó que ela adora (nariz contra nariz). Ela aproximou seus lábios dos meus, deu-me um selinho, afastou-se, ficou me observando um tempo, eu ali entregue as suas garras, novamente recostou seus lábios nos meus, deu leves mordidas no meu lábio superior, depois inferior, segurei-a firmemente junto à mim, nossas línguas faziam um coro de movimentos, nossa respiração mostrava nosso ardor, derrubei-a na cama, pus-me calmamente ao seu lado, enquanto nossos lábios estavam algemados um ao outro, percorri seu corpo todo com minha mão, tudo isto ao som de A-Ha – Stay On These Roads. Se o mundo acabasse naquele momento, certamente que aquilo era o céu.

Depois, bom, fica na imaginação de cada um.  Como um beijo pode mudar o astral de nosso dia, experimente!!!

O grande barato da vida é experimentar estes momentos, guardá-los no peito para quando envelhecer, olhar para trás, se lembrar e gritar EU VIVI.

À chuva, ao dia, ao vento, filosofia

Tarde chuvosa em Curitiba, um vento frio espalha as folhas da pata-de-vaca, as ruas quase desertas parecendo cidade do interior, de outra época (Idade Média?), o casal de canários comendo quirera no galho do pessegueiro, uma calma, um silêncio na casa, uma semana de férias, no celular escolho Cranberries – Just My Imagination.

Uma possibilidade te restringe de outras inúmeras possibilidades.

A vida é assim. Eu escolhi ouvir Cranberries neste momento, mas poderia estar ouvindo Teodoro & Sampaio, Kid Abelha, Stones, Enya, Alan Jackson, Caruso (bom foram os nomes que me vieram à mente). Paro esta analogia por aqui que isto rende outro post.

Pensativo (que novidade?), debaixo das cobertas, nada de interessante na TV, degustando uma canjica com leite, lendo O Arquipélago II (Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento). Me senti um pouco Floriano Cambará com suas argumentações sobre o seu eu, sobre se o estilo de vida está correto (perguntas! perguntas!).

Sabe a chuva ajuda a reflexão: quanta coisa deixei de fazer antes de vir para a big city. Aprendizagem creio que seja a palavra correta.

Estava me lembrando de uma tarde chuvosa onde mi passione e eu ficamos embaixo das cobertas aquecendo um ao outro, ali deitados querendo que o tempo parasse, que os segundos passassem mais devagar, somente nós dois como Adão e Eva sem ninguém mais em nosso mundo. Doces lembranças. É seu o meu coração.

É, a chuva me deixa nostálgico, romântico e utópico. Mas, utopias que foram realizadas, outras quero concretizar em médio prazo. Sabe aqueles dias que parecem parar no tempo, então, hoje (21/07/11) parece um destes dias, uma “tranquilidade”, um clima chuvoso, guloseimas, ótimas e inesquecíveis lembranças.

Quantos dias chuvosos eu passava ouvindo músicas lembrando das paixões da minha vida. E como é bom ter histórias para lembrar, é a prova de que vivemos.