Um almoço, uma frase

Estava eu sossegado trabalhando quando uma simples mensagem recebida chama a minha atenção. O corpo desta mensagem convidava-me para um almoço ‘de negócios’ por assim dizer. Como recusar um almoço bem acompanhado. Lá fui eu. Sai um pouco antes para esperá-la chegar. Quando meus olhos depararam com sua beleza meu corpo foi tomado por uma sensação de êxtase. Seu jovial e belo rosto, seu sorriso, o belo brinco em formato de coruja dando um toque de mistério ao seu rosto. Caminhamos lado a lado conversando alegremente sobre algumas amenidades do cotidiano.

Chegamos no restaurante, escolhemos uma mesa, nos servimos no buffet, pegamos uma generosa porção de sobremesa e começamos a almoçar. Durante o decorrer do almoço conversamos sobre alguns negócios, algumas metas em comum e outras coisas mais. Mais uma vez seu sorriso me hipnotizou. Quase ao final de nosso almoço, ela olha pra mim e me pergunta: – luidi, veja senão ficou algum resto de comida nos meus dentes. Em princípio estranhei a pergunta, mas, aprendi que de uma situação inusitada podemos tirar proveito olhei-a fixamente nos olhos e disse esta frase:

Apenas vejo lábios vermelhos como uma maçã madura e suculentos como favos de mel.

Segurei suas sedosas mãos, trouxe-a junto ao meu peito e deliciei-me, paguei o almoço e saímos passear. Depois flashes inesquecíveis de uma frase dita na hora certa. As mãos unidas durante o passeio, o cappuccino com creme, os beijos, o despir fervoroso das roupas, e o resto fica na imaginação de vocês. Nem preciso mencionara que nesta tarde nem voltei ao trabalho (ainda bem que sou pessoa jurídica rs), concedi-me uma tarde de prazer, afinal:

Temos que aproveitar a vida quando ela nos oferece oportunidades.

Sangue latino

Alguns encontros que temos na vida suscitam algumas lembranças de nossa adolescência, foi assim no último encontro que tive com mi passione. Durante o divertido e caliente encontro (ela estava espetacular com uma leg vermelha rs), enquanto caminhávamos observando o frio cotidiano de uma metrópole, eis que ela me questiona: – Sabe, acho que não mereço todo o seu carinho, tudo o que você faz por mim!

Ah! Os jogos do amor! Recostei sua cabeça no meu ombro, disse baixinho: – Vem cá com teu macho! Meu anjo, quando eu gosto, não gosto pela metade, me atiro de corpo e alma. Afinal, tenho sangue latino correndo nas veias!

Ela pra me atiçar replica: – É! mas você é tão calminho, teu olhar transparece muita serenidade!

Respondi: – Sim sou calmo mas nem por isso deixa de correr paixão no meu sangue, você sabe disso melhor do que ninguém. Deixa eu te contar uma história!

Para começar vou explicar um pouco da personalidade que herdei dos meus pais. Meu pai, homem trabalhador, metódico, sangue quente. Minha mãe, não sabe dizer não, introspectiva e serena. Ambos, pessoas que primam pela simplicidade. Creio que minha calma foi adquirida porque passei mais tempo com a minha mãe. Dito isto, vamos a recordação da primeira frustração amorosa que tive em minha vida.

Tinha 14 anos, CDF com generosas pitadas de peraltiçes, magricela e ponta esquerda da equipe de futebol da escola, puberdade, testosterona e desejos à mil ( hoje continua do mesmo jeito, ainda bem!).

Morremos em vida quando perdemos nossas paixões e desejos.

Diante do espelho ,como quase todo garoto nesta idade, contemplava os primeiros fios de bigode que começavam a nascer em meu rosto, bigode este que cultivei por longos anos. Não tinha problemas em me expressar, fui até orador de Semana da Pátria, exceto, com as meninas no que tangia aos sentimentos do coração, me borrava de medo (hoje ainda tenho certos medos, mas, em escala muitíssimo menor). Timidez esta talvez devido à minha aparência física, que, digamos assim, não era nenhum ‘don juan’ e nem popular afetivamente com as meninas (hoje por incrível que pareça estou bem melhor, ufa, ainda bem). Minha timidez amorosa foi superada pouco tempo mais tarde, a vida se encarrega destas coisas (rs). Desde pequeno tive meus momentos introspectivos e ‘dores’ causadas por paixões platônicas.

Como nos contos românticos, o feio atrae-se pelo belo. Tinha tudo para dar errado. E na época deu! Anos mais tarde houve um ressarcimento (rs).

A causa de tudo: ela, 15 anos, corpo esbelto, cabelos castanhos longos e encaracolados, moça que adorava ser o centro da atenção de todos, cobiçada por todos os meninos do colégio. Como mencionei no início do texto, me entrego de alma e coração pelo que faço. Fazia algum tempo que nutria uma paixão avassaladora por ela. Sempre fazíamos os trabalhos escolares juntos. Tinha um medo terrível de dar um passo a mais com ela. O tempo foi passando até que num belo dia houve uma festa junina no galpão da escola, foi a gota d’água.

Lembro-me perfeitamente. Fazia frio, já tinha tomado umas batidas de amendoim (rs) que a gurizada tinha comprado (escondido é claro). A cabeça começou a esquentar, o corpo tomando coragem, pensei comigo: é hoje! Estufei o peito, estava tocando esta melodia (minha memória musical é excelente), comecei a procurá-la pelo galpão. Não devia tê-la procurado, quando a vi meu coração quase parou de tanta dor. Lá estava ela, lindíssima de vestido, aos beijos com um garoto cafajeste-popular que estava na festa. Depois foram apenas flashes, a confusão estabelecida, os socos e pontapés mútuos, aquelas palavras afiadas sendo cravadas em meu peito (você é apenas meu amigo!), o banho gelado para curar o porre que tomei depois (tsctsctsc o primeiro porre foi por causa de uma mulher). Minhas lágrimas misturadas à água que escorria pelo meu rosto, minha voz rouca gritava o nome dela ininterruptamente. Putz, e não foi a única vez que chorei por uma paixão platônica, anos mais tarde, adulto já, me aconteceu nos mesmos moldes (por isso parei de beber em excesso).

No final do ano perdi o contato com ela pois mudamos de colégio, eu continuei estudando no bairro e ela foi estudar no centro da cidade. Muitos anos mais tarde, o tempo, ah o tempo, proveu-me um valoroso ressarcimento.

Matriculei-me num curso de matemática financeira e departamento pessoal, na primeira aula quem eu vejo adentrar a sala de aula! Justamente ela, lindíssima como sempre. Nas primeiras aulas não dei nenhuma atenção para ela, mas, não guardei mágoas, afinal a história ocorrida entre nós foi por causa dos ímpetos da adolescência.

Com o passar do curso notei que ela passou a me ver com outros olhos, talvez pelo meu destaque na sala e pela minha facilidade com os números (Santos números, algumas vezes ajudaram-me na vida). Ela foi se aproximando de mim e num belo dia convidou-me para auxiliá-la em sua casa. A sorte tinha mudado e sorrido pra mim.

Tarde ensolarada, cheguei, fui muito bem recebido com iogurte de morango e começamos a estudar na sala. Fui político só para ver como ela reagia, não demonstrei interesse, mas percebi pelos seus olhares que ela me queria. Aha, pensei, agora é a minha vez.

De repente ela disse pra gente ir estudar em seu quarto que era mais confortável. Detalhe, só estava ela em casa. Quando vi aquela bela cama muitas cenas eróticas se passaram na minha cabeça. Suspirei forte e me contive.

O tempo passando, ela volta e meia mexendo em seus cabelos, tocando propositalmente meus ombros e mãos, quase chegando a hora de irmos para o curso. Então ela resolve ir tomar banho e utiliza de uma técnica que derruba qualquer homem.

Lá estou eu sentado na cama esperando ela tomar banho, quando ouço: viu, você pode me trazer uma toalha que acabei esquecendo? Pensei: seja forte, seja forte! Chegando no box para lhe alcançar a toalha, vendo-a molhada, nuazinha em pêlo, sucumbi a tentação (rs). Foi tórrido e inesquecível.

No decorrer do restante do curso sempre houve estudos à tarde (rs). Certamente que foi um dos melhores curso que eu fiz. O curso terminou, pouco tempo depois entrei na faculdade, ela casou-se e tempos depois teve um filho (não meu rs).

Terminei de contar a história para mi passione, notei que estávamos rindo da situação quando ela me falou: nunca pensei que você fosse capaz disto! Cheguei mais perto dos seus lábios e sussurrei: pra você ver como ainda tenho alguns mistérios, vem cá, deixa eu te aproveitar enquanto eu posso. Colamos nossos lábios fervorosamente.

Hoje, sei que nossa vida é feita por ciclos. Temos alegrias e tristezas nestes ciclos, não somos donos de ninguém e não podemos exigir nada de ninguém. Por isso temos que aproveitar ao máximo os momentos que passamos com quem amamos.

Foto 3×4

Duas horas da madrugada. A chuva caindo mansamente no telhado. Eu com uma insônia junto de uma tempestade cerebral que me deixou acordado até as 5 e pouco da matina.  Minha cabeça fervilhava de ideias e algumas coisas sem nexo, outras, bem sensuais.

Olho para o lado, vejo você tão linda e serena a me olhar. Sua doce e sensual presença aquece meu corpo. A madrugada torna-se nostálgica e caliente ao lembrar-me das inúmeras vezes que pude desfrutar de tua companhia e deleitar-me com o teu curvilíneo corpo. Quantos momentos perpétuos relembrei ao te ver tão quietinha ao meu lado. Quantos futuros momentos elaborei vendo-te tão linda e deslumbrante. Acariciei seu jovial e esplendoroso rosto com toda a delicadeza, beijei suavemente o seu rosto e peguei no sono com sua foto 3×4 estampada na tela do meu celular.

Um dia ainda terei o incomensurável prazer de poder acordar de madrugada, sentir o teu perfume corporal dulcificando o ambiente, acariciar seu aprazível corpo e sentir-me passeando junto à ti pelos Elíseos. Sonha guri que capaz que algum dia vire realidade.

O silêncio de dois amantes

No quarto apenas dois corpos nus extasiados de prazer. Os olhos fechados, a respiração ainda ofegante, seus sedosos cabelos cobrindo meu peito, minhas mãos roçando suas costas.

Apenas dois amantes, sem ligar para o tempo, para os problemas, em um silêncio de satisfação mútua. Um belíssimo presente de final de ano, tê-la cochilando serenamente sobre meu peito.

10 minutos passados, ouço sua doce voz concedendo-me mais uma obra prima para os meus ouvidos. Entoava baixinho no meu ouvido com aquele tom de voz sensual e provocante uma linda melodia (Maná – Si no te hubieras ido). Sabem aqueles momentos que você desejaria ser um deus e parar o tempo.

O silêncio dos dois amantes foi quebrado de forma inesquecível. Palavras me faltam para descrever esta cena, fica a alegria de tê-la vivido.

Menina veneno

Era um típico sábado de sol na capital paranaense. Acordo as seis da matina, bendito relógio biológico. Vou até a geladeira, sirvo-me de um copo de leite e duas fatias de pão. Pego meu aparelho de barbear, minha cueca da Playboy (rs) e minha toalha verde piscina e adentro ao banheiro. Um pouco de sabão nas duas faces do rosto, a lâmina desliza uniformemente, ao final meu rosto está liso feito bumbum de nenê. Ligo o chuveiro, ponho na estação verão, os primeiros pingos de água são de arrepiar o couro, mas depois me acostumo e até arrisco cantar um refrão de um hit nacional dos anos 80 (Ritchie – Menina Veneno). Após o banho, me visto, livro embaixo do braço, vou ao ponto de ônibus, uma garota do bairro está no mesmo ponto (história para outro relato), adentro ao bonde e rumo ao centro.

Viagem tranquila, sol iluminando belos corpos femininos. Ah, as mulheres!!! Tão doces, tão misteriosas, tão incompreensíveis, tão meigas, tão sexies. Melhor parar por aqui senão vou ter um orgasmo (literário rs).

Começo a caminhar apreciando a arquitetura da cidade. Paro em frente à uma loja e fico esperando. Eis que ela surge, feito aqueles comerciais de loja de roupas, divina, minha menina veneno. Seus loiros cabelos esvoaçando ao vento, os óculos escuros trazendo um charme todo especial ao seu escultural rosto. Sua roupa, simples, discreta e deliciosamente provocante.

Um beijo caloroso no rosto, estufo o peito e começamos a andar pela rua XV. Adentramos algumas lojas, depois fomos almoçar. Me lembrei daquela cena do restaurante do filme A Dama e o Vagabundo. Conversa divertida, ótima sobremesa. Saímos em direção à uma praça para conversar. Sentamos lado a lado, o sol e os pássaros como testemunhas daquele momento. Cada palavra que proferia soava doce aos meus ouvidos, eita paixão marvada. Como já citei noutro post, me hipnotizou feito uma ninfa. Ela possui um doce veneno, fatal, mas que não consigo parar de apreciar e é doce ao meu paladar. Se os lábios dela possuíssem veneno assim mesmo os beijaria e morreria feliz entregue aos seus braços.

Algumas risadas, algumas histórias, algumas cenas divertidas do cotidiano de uma metrópole. Um top sundae de chocolate com cobertura de morango para resfriar um pouco, uma caminhada descontraída. Inesquecível a cena de nós dois sentados na grama, lado a lado, apreciando o sundae. Ao final, um beijo de despedida, pego o ônibus para rever meus pais, no trajeto vou assobiando: “Menina veneno, você tem um jeito sereno de ser, toda noite no meu quarto vem me entorpecer…” Eita nóis.

Impregnou em mim um gosto bom de quero mais. QUERO MAIS.

Vestido fatal

Eis que rumo em direção à rua XV devolver o livro no bondinho da leitura e emprestar outro exemplar (Balzac).

Tarde muito bela, belíssimas espécimes femininas colorindo à rua XV de charme e beleza. Tomado por uma paixão febril, latente, fui ao encontro do meu porto seguro. Cena inesquecível que os meus olhos mais uma vez puderam contemplar.

Quando a vi meu corpo tremeu, meus hormônios fervilharam de tesão.

Ah, aquele sorriso sapeca. Ah, aquele olhar provocador. Ah, aqueles cabelos bailando sobre suas costas. E aquele vestidinho, sensacional!

Meu corpo entrou em combustão espontânea ao vê-la magnificamente ornando aquele vestido florido em tons de rosa. Sob medida ao seu corpo, mostrava sua silhueta curvilínea. Seu bumbum delineado pelo vestido, obra magnífica, convidativo, irresistível. Suas belíssimas e lisas coxas, sensualidade em verso, prosa e toque.

A saudade de sua boca quente e úmida. A aproximação apaixonada, os lábios se aproximando, a respiração ritmada e forte.

A eternidade estava em nossos lábios e em nossos olhos

Enfim, o beijo, a mordida no lábio inferior que arrepia, suas afiadas garras nos meus ombros, costas e braços.

O lindíssimo vestido foi habilmente (digo rapidamente) retirado enquanto minhas mãos passeavam por suas coxas deixando seu corpo nu ao meu dispor. O resto, somente nossos corpos quentes foram testemunha.

Encontro

Eu chego, aproximo-me dela por trás*,

um aroma de rosas no orvalho da manhã preenche meus sentidos,

enlaço-lhe a cintura virilmente,*

puxo-a contra o meu corpo,

beijo-lhe o lóbulo da orelha,*

minhas mãos sobem pelos seus belos seios,

os dentes mordiscam-lhe a nuca…

e ela se encolhe arrepiada e se volta*,

seus olhos me incendeiam de paixão,

sua boca entreaberta procura a minha instintivamente*,

suas mãos prendem fortemente meus cabelos,

mordisca meu lábio inferior,

sinto suas unhas delimitando território nas minhas costas,

minha mão passeia por entre as suas coxas… calor, umidade, brasa.

roupas dispersas pelo chão,

gemidos, sussurros, prazer, tesão!!!

E voltou minha princesa nórdica.

Cada momento vivido ao teu lado merece uma comemoração.

*  – Citações retiradas e adaptadas do livro O Arquipélago I (Érico Veríssimo, O Tempo e o vento) enquanto degustava um bom amargo ao lado do fogão à lenha espantando o frio da capital das araucárias e vendo o espetáculo dos pingos de chuva caindo sobre a calçada.

Eee saudade

Saudade, brasa viva que queima o coração

Vento frio que corta a alma

Combustível da nostalgia

Estás longe, mas te sinto diariamente ao meu lado

Estás longe, mas minha camisa ainda possui o teu perfume corporal

Estás longe, mas meus lábios ainda estão com o sabor dos teus beijos

Estás longe, mas tua voz ecoa no meu dia

Estás longe, mas ainda vejo o teu sorriso

Estás longe, mas nas madrugadas preenche meus sonhos

Estás longe, mas presente calorosamente no meu coração

Estás longe, mas por uma nobre causa

Deus proteja você e a sgora (digo tua mãe rs)

Guardar-me-ei para desfrutar do teu corpo e companhia

Volta logo!!!

Quanto te vejo

Quando te vejo meu coração acelera feito uma Ferrari

Quando admiro teus olhos fico hipnotizado

Sinto como estivesse observando estrelas

Ah, teu sorriso, impossível não se apaixonar por ele

Quando tua boca se aproxima da minha, meu Deus,

Minhas células incendeiam feito brasa viva,

E na união perfeita de nossos lábios

Brasa, fogo, vulcão, vendaval, furação, respiração, ufa!!!

Quanto sinto tua pele, cheiro, maciez, vontade de morder

Ah, aqueles pêlos dourados, mais valiosos do que ouro

Ah, seu corpo nu, de bruço envolto apenas numa toalha

Obra-prima escultural, que privilégio vê-la com toda sua sensualidade

Ah, é um sonho, não me acordem por favor

Não, é real, por poucos instantes, mas é real!!!