À chuva, ao dia, ao vento, filosofia

Tarde chuvosa em Curitiba, um vento frio espalha as folhas da pata-de-vaca, as ruas quase desertas parecendo cidade do interior, de outra época (Idade Média?), o casal de canários comendo quirera no galho do pessegueiro, uma calma, um silêncio na casa, uma semana de férias, no celular escolho Cranberries – Just My Imagination.

Uma possibilidade te restringe de outras inúmeras possibilidades.

A vida é assim. Eu escolhi ouvir Cranberries neste momento, mas poderia estar ouvindo Teodoro & Sampaio, Kid Abelha, Stones, Enya, Alan Jackson, Caruso (bom foram os nomes que me vieram à mente). Paro esta analogia por aqui que isto rende outro post.

Pensativo (que novidade?), debaixo das cobertas, nada de interessante na TV, degustando uma canjica com leite, lendo O Arquipélago II (Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento). Me senti um pouco Floriano Cambará com suas argumentações sobre o seu eu, sobre se o estilo de vida está correto (perguntas! perguntas!).

Sabe a chuva ajuda a reflexão: quanta coisa deixei de fazer antes de vir para a big city. Aprendizagem creio que seja a palavra correta.

Estava me lembrando de uma tarde chuvosa onde mi passione e eu ficamos embaixo das cobertas aquecendo um ao outro, ali deitados querendo que o tempo parasse, que os segundos passassem mais devagar, somente nós dois como Adão e Eva sem ninguém mais em nosso mundo. Doces lembranças. É seu o meu coração.

É, a chuva me deixa nostálgico, romântico e utópico. Mas, utopias que foram realizadas, outras quero concretizar em médio prazo. Sabe aqueles dias que parecem parar no tempo, então, hoje (21/07/11) parece um destes dias, uma “tranquilidade”, um clima chuvoso, guloseimas, ótimas e inesquecíveis lembranças.

Quantos dias chuvosos eu passava ouvindo músicas lembrando das paixões da minha vida. E como é bom ter histórias para lembrar, é a prova de que vivemos.

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