O doador de sonhos

Quinta feira, véspera de feriadão, saio às 17h00 com a missão de comprar chocolates para os meus sobrinhos. Bom como sou objetivo já estava com a lista definida. Lá fui eu andando pela XV até chegar numa rede de lojas. Pensem na quantidade de pessoas e na confusão que estava, os corredores estavam intransitáveis. Peguei uma cestinha, escolhi os ovos e em 5 minutos já estava na fila de pagamento. Quase que desisto, parecia fila de compra de ingresso para final de campeonato de futebol. 40 minutos até chegar ao caixa.

Interessante a estratégia que as lojas utilizam para fazer com que o cliente compre mais algum produto antes de chegar ao caixa. Colocam uma grande variedade de guloseimas nas prateleiras dos corredores do caixa para tentar fisgar o cliente pelo paladar.

Lá estava eu andando feito tartaruga. Chocolate deixado pra todo lado. As pessoas são indecisas mesmo, pouco antes de chegar no caixa vão deixando produtos em qualquer canto. Um pouco antes de chegar a minha vez de ser atendido olhei um pacote grande de sonho de valsa me convidando a levá-lo. Pensei comigo: e porque não. Pus o pacote na cestinha andei até uma caixa, efetuei o pagamento, sai com uma sacola gigante, fui até uma promotora de uma marca de chocolate retirar meu brinde. En passant: fiz uma continha básica usando regra de três e descobri que os ovos estavam a peso de ouro: em média 120 reais o quilo! Ai meu bolso.

Bem sai em direção a XV com um plano na cabeça. Dizem que existe o vendedor de sonhos, bem naquela tarde fui o doador de sonhos. Lá fui eu em minha missão. Havia muitas famílias passeando pelas ruas naquela tarde o que simplificou a minha missão.

A primeira criança agraciada foi um garotinho moreno. Cheguei perto dele, estendi minha mão com o sonho e disse: quer um sonho para a Páscoa? E assim fui doando sonhos para as crianças. Não me esqueço das duas adolescentes em trajes escolares dizendo em coro: também quero!

Pouco antes de chegar no ponto de ônibus o pacote de sonhos estava vazio. O doador lembrou de cada sorriso por cada sonho doado e refletiu que sua atitude tornaria a Páscoa de muitas famílias mais doce. Adentrei ao ônibus feliz da vida.

No dia seguinte viajei para a casa dos meus pais. Quando recebi um abraço quíntuplo recebi meu pagamento incalculável. E você já doou algum sonho a alguém, seja de chocolate, de alegria, de amizade, de esperança ou de amor?

O preço de um sorriso

Estava um dia ensolarado, trabalhei até o meio-dia, depois do almoço aproveitei meu banco de horas para ir devolver meu livro e emprestar outro na biblioteca do bondinho. Ônibus lotado, um calor infernal. A parte boa é que a mulherada se solta nas roupas mais sexies. Desço, começo a percorrer a rua XV, adentro num shopping popular e compro uma água de coco para amenizar o calor. A mulherada desfilando com seus shortinhos e tomaras-que-caia embelezando ainda mais aquela tarde de verão.

15 minutos depois, chego no bondinho, devolvo meu livro e empresto outro. Sigo de volta para pegar o ônibus para casa. Gente, muita gente. Vendedores de rua de toda a espécie tentando convencer os pedrestes do benefício dos seus produtos. Eis que vejo um palhaço vendendo cachorrinhos de bexiga. Por coincidência era o mesmo palhaço de quem outrora tinha comprado 3 cachorros. Observei sua arte em confeccionar o cachorrinho de bexiga vermelho. Paguei-o, sai a procura de um alvo. Antes porém adentrei num mercadinho e comprei um pacote de balas.

Ao longe pude vislumbrar uma mãe com sua pequena filhinha. Loirinha, cabelos longos com tranças e presilhas, uma camiseta branca e uma pequena saia rosa, nos pés uma sandália também rosa. Vi que ela estava alegre e saltitante e falava como um papagaio. Aproximei-me, parei em sua frente, abaixei-me, tirei as mãos das costas e entreguei-lhe o cachorrinho juntamente com o pacote de balas. Ela olhou para mim abriu um magnífico sorriso, olhou para sua mãe e disse: olha mãe um cachorrinho vermelho e muitas balas. Sua mãe disse pra ela: agradeça ou moço. Ela voltou a me agraciar com seu sorriso inocente e disse: brigada moço. Ela saiu tagarelando com sua mãe e eu segui meu rumo alegre e contente.

Se dependesse de mim os palhaços vendedores de cachorrinhos de bexiga sempre terão clientes. O sorriso daquela criança custou apenas 50 centavos, mas a satisfação que me proporcionou não tem preço.

Um simples elogio

Sabadão. Sol de rachar na capital paranaense. Quanta mulher bonita nesta abençoada cidade. Cada escultura da engenharia humana de encher os olhos de alegria. Chego tomar um cafezinho antes de devolver meu livro e emprestar outro.

Lanchonete ainda vazia, chego no balcão, peço o de sempre (rs): um sanduíche natural de atum e um café com leite. Dirijo-me ao balcão para efetuar o pagamento. Detalhista e observador da beleza feminina que sou, notei que a atendente, uma morena encorpada, estava com um par de brincos muito bonito. Olhei-a fixamente e disse: – belo par de brincos, ficou perfeito em você!!! Ela agradeceu-me pelo simples elogio e depois serviu-me. Notei um brilho em seu olhar de satisfação por aquelas simples palavras. Certamente que contribui para que o dia dela se tornasse mais alegre.

Homens costumeiramente pensam que para agradar uma mulher precisam fazer aquelas cenas de cinema românticas, esquecem de diariamente ressaltar os pequenos detalhes que tornam uma mulher especial e única. Cada pedacinho do corpo feminino tem o seu sabor e a sua beleza e deve ser elogiado.

Vestido fatal

Eis que rumo em direção à rua XV devolver o livro no bondinho da leitura e emprestar outro exemplar (Balzac).

Tarde muito bela, belíssimas espécimes femininas colorindo à rua XV de charme e beleza. Tomado por uma paixão febril, latente, fui ao encontro do meu porto seguro. Cena inesquecível que os meus olhos mais uma vez puderam contemplar.

Quando a vi meu corpo tremeu, meus hormônios fervilharam de tesão.

Ah, aquele sorriso sapeca. Ah, aquele olhar provocador. Ah, aqueles cabelos bailando sobre suas costas. E aquele vestidinho, sensacional!

Meu corpo entrou em combustão espontânea ao vê-la magnificamente ornando aquele vestido florido em tons de rosa. Sob medida ao seu corpo, mostrava sua silhueta curvilínea. Seu bumbum delineado pelo vestido, obra magnífica, convidativo, irresistível. Suas belíssimas e lisas coxas, sensualidade em verso, prosa e toque.

A saudade de sua boca quente e úmida. A aproximação apaixonada, os lábios se aproximando, a respiração ritmada e forte.

A eternidade estava em nossos lábios e em nossos olhos

Enfim, o beijo, a mordida no lábio inferior que arrepia, suas afiadas garras nos meus ombros, costas e braços.

O lindíssimo vestido foi habilmente (digo rapidamente) retirado enquanto minhas mãos passeavam por suas coxas deixando seu corpo nu ao meu dispor. O resto, somente nossos corpos quentes foram testemunha.

Bondinho da leitura

Então, é o seguinte: sabadão acordei cedinho, dois ovos fritos, um café forte com leite, um banho, um perfuminho, R$2,50 para o bonde, algumas contas para pagar… Tempo perfeito na capital curitibana, chego cedo à famosa rua XV. Breve passeio admirando vitrines e mulheres, mais mulheres do que vitrines rs. Tendas de atendimento as crianças para tomar a dose da gotinha, passeata anti-drogas de um colégio, manifestação Zeitgeist, enfim, coisas de cidade grande. Chego ao Caixa Eletrônico pagar minha conta de cartão de crédito, eis que descobri que ela já tinha sido paga via débito em minha conta corrente, que beleza de modernidade.

Estava eu com minha pasta, continuo andando até a Boca Maldita, um Sundae para refrescar, uma cueca preta  da Playboy e um desodorante, quando vejo o famoso bondinho da rua XV. A prefeitura tornou o bondinho em uma mini biblioteca pública, resolvi adentrar e cadastrar-me para o empréstimo de livros. Ambiente bacana e cultural, belo incentivo da Fundação Municipal de Cultura. Fiz meu cadastro, apenas me pediram um documento com foto e comprovante de residência. Avaliei o acervo por um tempo, muitos livros da literatura brasileira, eu resolvi como primeiro livro, José Saramago – A Jangada de Pedra (pelo que eu li até agora, um Efeito Borboleta Latino para criticar a união europeia, algumas reflexões sobre a vida).

En passant, durante a época do ensino fundamental, da sexta à oitava série eu era rato de biblioteca, li e reli todos os livros da série Vagalume, em especial os livros da Lúcia Machado de Almeida e Marcos Rey, passava as tardes lendo e escrevendo resenhas destes livros. Minha meta é ler quatro livros por mês, um por semana.

Os livros são uma ótima companhia, nos levam ao passado, ao futuro, à outras dimensões, nos fazem conhecer histórias e culturas no conforto de nosso lar, nos fazem refletir, rir, chorar… Experimente você também, vai adorar.

O poodle cor-de-rosa

Ontem à noite, dirigi-me a famosa Rua XV aqui em Curitiba, momentos divertidos com uma certa pessoa, não resisti e pedi um Big Mac, sabe né, estava com muita fome (rs). Rumei em direção à estação central pegar o vermelhão para casa. Eis que neste ínterim, observador e detalhista que sou, vi uma senhora passeando alegre e feliz com o seu poodle cor-de-rosa. Achei a cena bem interessante, o cachorro muito bem cuidado, a senhora com classe e elegância de madame.

Fiquei com meus botões pensando durante o trajeto para casa, lembrei-me que um grande amigo meu, certa vez, comentou comigo que um senhor dava salmão com torradinha especial ao seu cachorro, eita, e eu no Giraffas à R$5,90 todo o dia, não estou reclamando, longe disto. É foi se o tempo onde os cachorros comiam restos de comida, hoje comida balanceada, vitaminas, etc e tal. Claro, se você tem um animal de estimação, trate-o com carinho. A belle brune tem seu general francês e cuida muito bem dele.

Pra que relatei esta cena que presenciei, pelo simples fato que tentamos fazer as coisas que julgamos ser importantes para a nossa vida, o tal do subjetivismo. Se a senhora sente-se feliz passeando com seu poodle-cor-de-rosa, se a madame quer doar toda a sua fortuna ao seu gato de estimação, quem sou eu para julgar.

É certo que, na minha concepção, que uma vida simples evita muitos questionamentos e problemas psicológicos, quantos menos variáveis teu cérebro tem para resolver, mais ele vai te ajudar. Gosto pessoal cada um escolhe, têm pessoas que gostam de cachorros, outras de alpinismo, outras de Lady Gaga, outras de Pink Floyd, outras de Monarcas (em breve post sobre as músicas que o meu pai ouvia), outras de hentais, outras de masoquismo, outras de opus dei, outras de macumba, outras de Final Fantasy, outras de Mortal Kombat. Tem uma frase que gosto de citar:

O que é fútil para mim pode ser essencial para você.

3 cachorros

Sabadão de folga, aleluia, fato raro de acontecer. Tomo um belo banho, faço a barba e bora rumo ao centrão de Curitiba passear pela XV e esfriar a cuca. Passo pela Renner comprar uma cueca. A rua XV estava lotada, várias famílias fazendo compras para o dia da criança. Pensei comigo: vou comprar três cachorrinhos de bexiga, encontrar algumas crianças e doar o cachorrinho. Dito e feito.

Comprei os cachorros e ao acaso vi a primeira criança: uma menininha loira (já lembrei da minha sobrinha), com dois rabos de cavalo, andando com sua jovem mãe, ofereci o cachorro, ela ficou super alegre e sua mãe me agradeceu. A segunda criança foi um moleque moreno, ainda fez sinal de positivo pra mim, e a terceira foi uma menininha negra com cabelo rasta, lindíssima, um sorriso espetacular. Esta última foi muito comunicativa comigo, perguntou meu nome, etc e tal e até ganhei um beijo na bochecha, fiquei muito feliz.

Jamais devemos deixar morrer a criança que existe em nós, amanhã brinque com seu filho, passeie com ele no parque, divirta-se e não ligue para comentários alheios. Se tiver condições doe brinquedos as crianças menos favorecidas, e o mais importante, doe um pouco do amor que seus filhos, sobrinhos, etc possuem para as crianças que não possuem amor nesta vida. Visite de vez em quando o Pequeno Cotolengo, faça campanhas de doação de brinquedos, roupas e alimentos para as crianças de rua, pois, quem ganha muito mais é quem doa, e um bem de valor inestimável: o sorriso de agradecimento de uma criança e o seu dízimo para com Deus.

Feliz Dia das Crianças para todos,

Os seres invisíveis

Observador do cotidiano, mais uma vez perambulando pela famosérrima Rua XV. Quanta mulher gostosa, meu Deus. Pena eu ser lazarento de feio, morador de vila (mas sou trabalhador, vide minha famosa calça verde da Prefeitura de Curitiba, estava com ela no referido dia) e pobre.

Como estava com o dinheiro do busão contadinho nem pensar em pegar minha lista negra hehehe. Tinha uma papelada pra tirar xerox. É, foi se o tempo onde a palavra de um homem valia alguma coisa. Mas, deixando estas nuances de lado começei a analisar um fator interessante da nossa “puritana sociedade” (o post pra isto ainda está sendo pensado): os seres invisíveis.

Período natalino, Boca Maldita, coral cantando em trajes natalinos, gente, muita gente. Manifestação grevista, todos com vozes, todos sendo vistos… e os seres invísiveis? Em meio à multidão, não têm voz (ou será que nossos ouvidos não desejam escutá-los?), não têm história (ou será que não desejamos saber sobre suas vidas?) e permanecem invisíveis (ou será que nossos olhos não desejam vê-los?). Várias histórias muito interessantes que este mero observador relatará resumidamente.

Cadeira de rodas enferrujada. Nela, um senhor com o rosto cheio de rugas devido ao tempo e ao sofrimento. Imóvel, mudo, cabisbaixo. Várias pessoas desviam-se dele. Homem sentado no chão, dois cachorros por companhia.. Roupas sujas, um vasilhame à sua frente com algumas poucas moedas. A barba branca cobrindo-lhe o rosto. Faltava-lhe quase todos os dentes. Jovem deitado sobre o sol escaldante. Roupas pretas. As pessoas desviando dele vide a madame com seu puddle (ainda escrevo um conto sobre isto). Algumas com repúdio, outras com pena. Aparência jovem; o que o levou a chegar nesta condição? Quem sou eu para julgar.

Chapéu de palha, instrumento típico, parecia um bandolim, uma cantoria desafinada, quase incompreensível. Saias coloridas, detalhes dourados pelas mãos e pescoço. Vamos ver o futuro moço forte? Sim, me diga quais serão os números sorteados na Mega Sena da virada?

Sentado no banco da praça. Ouço uma voz. Coca-cola 2 litros edição natalina em suas mãos, gorro da Nike, entoando em seu inglês arcaico U2 – I still haven’t found what i looking for… Sim, ele tem cultura, sim ele é feliz (ou tenta). Em coro aumentei minha voz e cantei o refrão junto com ele. Os dois executivos vendo a cena pensando: cada maluco. Mas, são estas “loucuras” que nos deixam felizes. Ele permaneceu invisível e eu fui pegar o vermelhão.

Pela janela pude observar papelões protejendo seus corpos, alguns cobertôs velhos. Alguns em sono profundo tentando acordar do pesadelo; outros; olhos tristes e pensativos. Um pouco à frente, a garrafa de pinga compartilhada com a companheira, uma carícia no rosto dela, uma carícia no rosto dele… Sim, eles também amam.

Chego em casa, descanso sobre minha cama de solteiro embaixo da escada satisfeito com o pouco que tenho.

E você, ainda vai reclamar de barriga cheia!!! Agradeça pelo que você tem.

A princesa e o plebeu

Será que um mero e simples sonho pode vir a tornar-se realidade?

Sentado no banco da praça. Clima ameno na cidade. Sol enfeitando a bela manhã. Mulheres passeando com seus animais de estimação. Casal de idosos passeando juntos. Pássaros cantando alegremente sobre a estátua. Frondosas árvores deixando o ar mais agradável. Feirantes montando seus stands. Hippies vendendo seus artesanatos. Muitos turistas,trânsito intenso. Aproveito para registrar um prédio histórico em fotografia.

Eeis que meus olhos podem vislumbrar ao longe minha princesinha loira.

Coração acelerado, vejo-a ao longe, seus cabelos ao vento, esvoaçantes, brilhosos. O sol a destaca em meio à multidão fazendo uma ode à sua beleza. Andar compassado, corpo atlético demonstrando toda a jovialidade de uma deusa. Ela caminha ao meu encontro, levanto-me, toco com meus lábios seu perfumado e escultural rosto. Nossos braços entrecruzam-se num tenro e caloroso abraço.

Sorriso único, hipnotizante, eterno. Olhar direto, sensual, provocante. Lado a lado, irradiando alegria, andamos e conversamos alegremente. Perfume que sempre estará presente no meu corpo e nos meus pensamentos.

O mero plebeu desfila com a linda princesa pelas ruas curitibanas não sabendo se é sonho ou realidade, deixa fluir naturalmente. Adentramos um café, sentamos frente a frente e fico hipnotizado por sua conversa. Cada frase dita por seus lábios soa suavemente aos ouvidos. Risos, muitos risos preenchendo o ambiente.

Algumas histórias contadas, algumas filosofias sobre a vida. Chocolate quente ótimo para saciar o paladar. Segundos passando rápido demais, plebeu querendo agradar prometendo uma surpresa. Princesa divina fitando-o com os olhos. Ao final fica a lembrança de um ótimo e agradabílissimo encontro e o plebeu ainda não acordou do sonho.

E por favor, não o acordem tão cedo… deixem-o sonhar…

A funny history

Dia destes sol de rachar eu andando cabisbaixo aqui em Curitiba devido à alguns fatores que me ocorreram 10 minutos antes. Na esquina das marechais compro uma tapioca doce de morango e chocolate Continuo andando pela XV, repensando e revendo alguns conceitos.

Cabisbaixo, meio puto da vida, olhando vitrines. Como o marketing e a semiótica afetam o subconsciente das pessoas. Distraído… Quando fui virar uma esquina, aconteceu um imprevisto, parece piada, mas o fato foi real.

Virei todo o potinho de tapioca na roupa de uma mulher e que mulher. Meu Deus, linda, uma deusa. Vestida socialmente, com aquelas calças que realçam as curvas, sorriso e rosto perfeito, cabelos lisos loiros, seios espetaculares. Sem saber o que fazer, pedi desculpas de todo o jeito. A mulher (senhorita C) me surpreendeu pela calma e maturidade diante da situação, realmente um exemplo de paciência frente à uma situação embaraçosa.

Eu, para limpar a barra, dei R$10,00 (a contragosto dela) para limpar a camisa ou tomar um cappuccino. Ela me elogiou pela presteza. Talvez por ela nunca pensar que um cidadão tão feio (mistura de gremlins e ploc monster) fosse tão gentil. No final ela acabou rindo da situação (ainda bem que não estava na TPM). Tiro como lição deste episódio.

Sempre podemos mudar o jogo à nosso favor: de uma situação ruim tirar algo de bom, basta perspicácia.