Sangue latino

Alguns encontros que temos na vida suscitam algumas lembranças de nossa adolescência, foi assim no último encontro que tive com mi passione. Durante o divertido e caliente encontro (ela estava espetacular com uma leg vermelha rs), enquanto caminhávamos observando o frio cotidiano de uma metrópole, eis que ela me questiona: – Sabe, acho que não mereço todo o seu carinho, tudo o que você faz por mim!

Ah! Os jogos do amor! Recostei sua cabeça no meu ombro, disse baixinho: – Vem cá com teu macho! Meu anjo, quando eu gosto, não gosto pela metade, me atiro de corpo e alma. Afinal, tenho sangue latino correndo nas veias!

Ela pra me atiçar replica: – É! mas você é tão calminho, teu olhar transparece muita serenidade!

Respondi: – Sim sou calmo mas nem por isso deixa de correr paixão no meu sangue, você sabe disso melhor do que ninguém. Deixa eu te contar uma história!

Para começar vou explicar um pouco da personalidade que herdei dos meus pais. Meu pai, homem trabalhador, metódico, sangue quente. Minha mãe, não sabe dizer não, introspectiva e serena. Ambos, pessoas que primam pela simplicidade. Creio que minha calma foi adquirida porque passei mais tempo com a minha mãe. Dito isto, vamos a recordação da primeira frustração amorosa que tive em minha vida.

Tinha 14 anos, CDF com generosas pitadas de peraltiçes, magricela e ponta esquerda da equipe de futebol da escola, puberdade, testosterona e desejos à mil ( hoje continua do mesmo jeito, ainda bem!).

Morremos em vida quando perdemos nossas paixões e desejos.

Diante do espelho ,como quase todo garoto nesta idade, contemplava os primeiros fios de bigode que começavam a nascer em meu rosto, bigode este que cultivei por longos anos. Não tinha problemas em me expressar, fui até orador de Semana da Pátria, exceto, com as meninas no que tangia aos sentimentos do coração, me borrava de medo (hoje ainda tenho certos medos, mas, em escala muitíssimo menor). Timidez esta talvez devido à minha aparência física, que, digamos assim, não era nenhum ‘don juan’ e nem popular afetivamente com as meninas (hoje por incrível que pareça estou bem melhor, ufa, ainda bem). Minha timidez amorosa foi superada pouco tempo mais tarde, a vida se encarrega destas coisas (rs). Desde pequeno tive meus momentos introspectivos e ‘dores’ causadas por paixões platônicas.

Como nos contos românticos, o feio atrae-se pelo belo. Tinha tudo para dar errado. E na época deu! Anos mais tarde houve um ressarcimento (rs).

A causa de tudo: ela, 15 anos, corpo esbelto, cabelos castanhos longos e encaracolados, moça que adorava ser o centro da atenção de todos, cobiçada por todos os meninos do colégio. Como mencionei no início do texto, me entrego de alma e coração pelo que faço. Fazia algum tempo que nutria uma paixão avassaladora por ela. Sempre fazíamos os trabalhos escolares juntos. Tinha um medo terrível de dar um passo a mais com ela. O tempo foi passando até que num belo dia houve uma festa junina no galpão da escola, foi a gota d’água.

Lembro-me perfeitamente. Fazia frio, já tinha tomado umas batidas de amendoim (rs) que a gurizada tinha comprado (escondido é claro). A cabeça começou a esquentar, o corpo tomando coragem, pensei comigo: é hoje! Estufei o peito, estava tocando esta melodia (minha memória musical é excelente), comecei a procurá-la pelo galpão. Não devia tê-la procurado, quando a vi meu coração quase parou de tanta dor. Lá estava ela, lindíssima de vestido, aos beijos com um garoto cafajeste-popular que estava na festa. Depois foram apenas flashes, a confusão estabelecida, os socos e pontapés mútuos, aquelas palavras afiadas sendo cravadas em meu peito (você é apenas meu amigo!), o banho gelado para curar o porre que tomei depois (tsctsctsc o primeiro porre foi por causa de uma mulher). Minhas lágrimas misturadas à água que escorria pelo meu rosto, minha voz rouca gritava o nome dela ininterruptamente. Putz, e não foi a única vez que chorei por uma paixão platônica, anos mais tarde, adulto já, me aconteceu nos mesmos moldes (por isso parei de beber em excesso).

No final do ano perdi o contato com ela pois mudamos de colégio, eu continuei estudando no bairro e ela foi estudar no centro da cidade. Muitos anos mais tarde, o tempo, ah o tempo, proveu-me um valoroso ressarcimento.

Matriculei-me num curso de matemática financeira e departamento pessoal, na primeira aula quem eu vejo adentrar a sala de aula! Justamente ela, lindíssima como sempre. Nas primeiras aulas não dei nenhuma atenção para ela, mas, não guardei mágoas, afinal a história ocorrida entre nós foi por causa dos ímpetos da adolescência.

Com o passar do curso notei que ela passou a me ver com outros olhos, talvez pelo meu destaque na sala e pela minha facilidade com os números (Santos números, algumas vezes ajudaram-me na vida). Ela foi se aproximando de mim e num belo dia convidou-me para auxiliá-la em sua casa. A sorte tinha mudado e sorrido pra mim.

Tarde ensolarada, cheguei, fui muito bem recebido com iogurte de morango e começamos a estudar na sala. Fui político só para ver como ela reagia, não demonstrei interesse, mas percebi pelos seus olhares que ela me queria. Aha, pensei, agora é a minha vez.

De repente ela disse pra gente ir estudar em seu quarto que era mais confortável. Detalhe, só estava ela em casa. Quando vi aquela bela cama muitas cenas eróticas se passaram na minha cabeça. Suspirei forte e me contive.

O tempo passando, ela volta e meia mexendo em seus cabelos, tocando propositalmente meus ombros e mãos, quase chegando a hora de irmos para o curso. Então ela resolve ir tomar banho e utiliza de uma técnica que derruba qualquer homem.

Lá estou eu sentado na cama esperando ela tomar banho, quando ouço: viu, você pode me trazer uma toalha que acabei esquecendo? Pensei: seja forte, seja forte! Chegando no box para lhe alcançar a toalha, vendo-a molhada, nuazinha em pêlo, sucumbi a tentação (rs). Foi tórrido e inesquecível.

No decorrer do restante do curso sempre houve estudos à tarde (rs). Certamente que foi um dos melhores curso que eu fiz. O curso terminou, pouco tempo depois entrei na faculdade, ela casou-se e tempos depois teve um filho (não meu rs).

Terminei de contar a história para mi passione, notei que estávamos rindo da situação quando ela me falou: nunca pensei que você fosse capaz disto! Cheguei mais perto dos seus lábios e sussurrei: pra você ver como ainda tenho alguns mistérios, vem cá, deixa eu te aproveitar enquanto eu posso. Colamos nossos lábios fervorosamente.

Hoje, sei que nossa vida é feita por ciclos. Temos alegrias e tristezas nestes ciclos, não somos donos de ninguém e não podemos exigir nada de ninguém. Por isso temos que aproveitar ao máximo os momentos que passamos com quem amamos.

A pressa atrapalha

Algum tempo atrás, a libido a mil, a testosterona correndo forte nas veias, e eis que novamente estou entregue as garras da minha felina esfomeada por prazer.

Adentramos num motel, no elevador houve uma sessão de beijos temperados de malícia. Corpos quentes e desejosos de luxúria. Lembro-me que minha camisa perdeu uns dois botões quando ela foi ferozmente retirada do meu peito. Meu pescoço foi atacado vampíricamente por dentes afiados de tesão.

Ela encostou-me na parede, sua mão desceu até a minha calça, começou a abrir rapidamente o zíper quando dei um grito de dor. É isso mesmo que vocês estão pensando: o zíper ficou preso na pele da cabeça do ‘meu companheiro’. Ela levou um susto, ficou apreensiva, delicadamente ajudou-me a desprender o zíper, verificou senão havia-o machucado (ainda bem que a cueca o protegeu), levantou seus olhos de encontro aos meus, deu um sorriso maroto e após um beijo de carinho na cabeça do ‘meu companheiro’ que ficou todo alegre e contente.

Foi a segunda vez que isso ocorreu em minha vida, a primeira se a minha memória não estiver enganada, foi quando eu tinha uns 9, 10 anos. Após urinar quando fui fechar o zíper da calça, humm, que dor. Fiquei alguns minutos tentando desprender o zíper mas não conseguia. Fui obrigado a chamar meu pai para desprender o zíper, pensem na minha vergonha nesta situação. Ainda bem que as mulheres não sofrem deste problema.

Quadros da vida

Dizem que a nossa vida é pincelada diariamente por situações e cenas que acabam formando quadros da vida em nossa mente. Pois bem, alguns têm pinceladas mais modernas, outros pinceladas mais clássicas, outros pinceladas ‘loucas’. Cada ser humano têm seus quadros de vida pendurados numa sala de sua memória. Estes quadros nos fazem lembrar que vivemos situações inesquecíveis, alegres, calientes em nossa vida. Pois bem, eis que mais um delicioso quadro da vida foi pintado em minha vida.

Adentro ao quarto do motel. Um delicioso cheiro de rosas preenche o ambiente harmonizando com o quadro de flores acima da cama. No cabide vejo algumas roupas femininas penduradas. A lingerie preta deixada em cima da mesinha de cabeçeira como um presente para a minha imaginação. Olho para a cama e meus olhos se enriquecem com o quadro que vejo em minha frente.

Vejo-a lindamente deitada de bruços, um travesseiro recostado em seu lindo e jovial rosto, seu olhar fulminando os meus olhos com aquele mix de inocência e safadeza. Haja fôlego. Um lençol cobre apenas seu escultural bumbum empinado. Seus pés estão roçando um no outro me fazendo um convite. Seus cabelos estão perfeitamente dispostos em suas costas.

Tiro as minhas roupas calmamente. Abaixo-me e dou um beijinho em sua boca. Peço para ela ficar quietinha nesta posição. Vou para os seus pés, dou leves mordidas em seus dedos, ponho a língua na sola enquanto ela se arrepia toda. Vou subindo devagarinho até chegar na parte interna das coxas. Chego ao bumbum e minha língua prova do seu mais precioso néctar.

Fico de joelhos, por um tempo apenas vejo-a deitada de bruços todinha ao meu dispor. Posiciono-me por cima dela apoiando-me sobre os meus braços. Dou leves mordidas no lóbulo de sua orelha, ela vira o rosto de lado para que eu possa beijá-la, solto um pouco o meu peso sobre ela e assim vamos cadenciadamente até não aguentarmos e expelirmos generosas porções de prazer.

Mais um quadro inesquecível da vida que me proporcionaste mi passione.

No elevador

Acabei de ler um post provocante da Lasciva lá no Papo de Homem (aqui). Inspirado pela mesma resolvi contar uma historinha que aconteceu comigo recentemente e creio que já tenha acontecido com muitos homens.

Horário de almoço, espero uns 10 minutos até chegar o elevador, estava lotado. Fiquei um pouco bravo, mas às vezes esperar um pouco dá margem para ótimas cenas acontecerem em nosso dia. Mais cinco minutos de espera e chega um elevador, este vazio.

Adentro o elevador, o mesmo desce dois andares e pára. Que sorte a minha. Adentram seis lindas mulheres, algumas com uniforme social de uma construtora (tenho um fetiche imenso por mulher vestida de social). Posicionei-me no fundo do elevador. Imaginei uma cena tórrida. O elevador trava, aquelas mulheres me olham com sede de sexo e começam a me atacar…

Notei que duas delas mediram-me de cima em baixo. Observei cada detalhe delas, desde o sapato de salto vermelho ao coque do cabelo. Tinha uma loira na faixa de uns 40 anos, com tudo em cima, com um par de pernas de fazer inveja, óculos de professora, cabelo preso por um elástico. Imaginei-me pegando-a firmemente, levantando sua saia social ferozmente, tirando a calcinha para o lado, encostando-a  de costas na parede do elevador, pegando-a por trás, mordendo suas orelhas e pescoço, segurando forte em seus cabelos enquanto as outras assistiam a cena. Imaginei também uma delas abrindo o zíper de minha calça jeans, abaixa-se e começa um oral que é compartilhado com as outras seis até eu não aguentar mais e gozar… Na saída todos saem como se nada tivesse acontecido.

O elevador chega ao piso térreo, meu corpo ferve, o membro quase explode para fora da calça, uma delas percebe e dá um sorrisinho maroto, passo num quiosque e compro uma casquinha de baunilha para refrescar e vou almoçar.

Um sonho inacabado

Era uma típica noite de outono nalguma cidade europeia, Praga talvez. A calçada estava repleta por folhas amarelas. Caminhando por entre as estreitas ruas, a calça jeans surrada, a camisa verde estilo militar, os óculos escuros ‘a la’ Top Gun. Eis que vultos surgem por entre uma janela semi-aberta. Ele pára, curioso que é, chega de mansinho perto da janela e os seus olhos se enchem de beleza com uma tórrida cena.

Ele vislumbra uma grande mezzanino em couro negro com formato oval. A garrafa de champagne dentro de um balde de gelo. Sentada num sofá charmoso uma loira escandinava, pernas cruzadas, cabelo channel, vestida com um elegante tailleur segurava elegantemente um copo de champagne que estava com líquido pela metade. Ele ouve alguns gemidos dando corpo aquela noite. Seus olhos mudam de foco e presenciam uma cena inesquecível.

No centro do mezzanino vislumbra duas ninfetas nuas, os cabelos longos presos em forma de trança, uma loira, outra morena, os corpos transpirando jovialidade e convites prazerosos. Ao fundo uma vitrola moderna tocando um belo instrumental. A hábil língua da loira desliza pelo corpo da morena que está a sua mercê. Passeia do lóbulo da orelha até o meio de suas pernas. Ele começa a transpirar. No átimo seguinte ele está no meio do mezzanino, a loira degusta um gole de champagne e avalia todo o seu corpo com o seu olhar. Ela olha para as duas que entendem à sua ordem.

Aproximam-se do homem, enquanto a loira retira o zíper de sua calça a morena agracia-o com fervorosos beijos. Seus óculos são postos ao lado do balde onde está a garrafa de champagne, sua camisa é arrancada ferozmente, ouve-se o som dos botões caindo no chão. Elas lambem suas orelhas, ele permanece imóvel. A loira que observa a cena pousa um dedo no champagne e começa a se masturbar em sua frente. Elas agora atacam seu forte pescoço com mordidas, brigam por cada centímetro do seu peito, descem com a língua em sinuosas curvas por sua barriga. Um leve beijo em seu membro ereto, as mãos dele em suas cabeças segurando os seus cabelos.

Ao longe, o som instrumental é cortado por um nervoso riff de guitarra. 6h20. Que m… meu celular me desperta, vou ao banheiro, uma água fria no rosto e um copo de água gelada. Preciso terminar este sonho. E desta vez vou desativar o alarme do celular.

Banho à dois

Estava eu sentado no banco da Praça Tiradentes. Fazia muito calor, fiquei por um tempo observando um destes artistas de rua que fazem nomes com linhas de aço. Pouco tempo depois, eis que minha valquíria loira surge. Um jeans colado ao seu corpo, uma camiseta com estampa infantil (rs) e um lenço no pescoço que proporcionava todo um charme especial.

Conversamos sobre algumas coisas alegres e divertidas. Rumamos em direção à um motel para aproveitarmos melhor um ao outro. Como mencionei estava fazendo muito calor. Começamos a nos despir lentamente, alguns beijos ardentes e cheios de carinho. Sua calcinha preta arremessada certeiramente no cabide. Minha cueca nos meus pés enquanto recebia beijos e mordidas por todo o meu corpo.

Ela pegou uma toalha. Eu peguei meu celular e coloquei um set dançante dos anos 80. Quando ouvi os primeiros acordes desta melodia cantada por um dueto dinamarquês (rs),  convidei-a para bailar comigo e falei pra ela: – nossa, está me recorda grandes momentos. Ela com seu jeito todo sexy me responde: – é seu safado, nunca pensei que você já tinha dançado pelado alguma música. Eu cai na gargalhada e falei: não, nunca fui stripper, olha aqui, nem corpo tenho pra isto. Ela riu pra mim e juntou-me junto ao seu corpo nu e disse baixinho no meu ouvido: pois pra mim está perfeito, vem tomar banho comigo.

Como recusar um pedido destes. Enlaçei-a por trás e carreguei-a até o box. Regulei a temperatura e a quantidade de água. Ela prendeu o seu cabelo com algumas presilhas coloridas. Peguei um sabonete e começei a passar sobre os seus maravilhosos seios. Ave-maria meu nível de tesão foi as estrelas. Ela vendo minha virilidade tomando forma, pegou o sabonete e ensaboou meu peito descendo suavemente pela minha barriga até chegar ao meu rubro e ereto membro. Quase gozei. Colamos nossos corpos embaixo do chuveiro. Percorri suas nádegas cheias de espuma de sabonete, com suaves movimentos, encaixei minha mão no meio de suas coxas e senti que ela se arrepiou todinha. Mordisquei seu pescoço e orelha. Ela massageava meu ereto membro enquanto me beijava fervorosamente.

Não estávamos aguentando mais. Nos enxugamos rapidamente. A música tinha mudado. Dancei sedutoramente pra ela (bom tentei pelo menos rs) entoando os refrões. Derrubei-a na cama e o resto fica na imaginação de vocês.

Saia godê

Não sei porque mas tenho uma certa atração por mulheres que vejo em restaurantes. Já rabisquei algo a respeito aqui. E certo dia eis que aconteceu novamente.

Estava uma manhã ensolarada, quente, muito quente. Eu e meu grande amigo fomos almoçar. Apreciamos algumas lindas mulheres desfilando sob o sol da capital paranaense alegrando o nosso dia. Chegando no restaurante, ao chegar na porta ficamos hipnotizados com a cena que vimos.

Ela saiu de trás do balcão, nossa, minha respiração ficou ofegante e as batidas do coração aceleraram feito um Shelby Cobra GT 500. Estava vestida com uma saia godê curta em tom azul estampada com pequenas flores e babados (não sou estilista mas entendo de roupa feminina, principalmente em como despí-la). Fiquei hipnotizado. Seu par de seios perfaziam um molde perfeito ao tomara que caia branco. E o par de pernas então, lindas, grossas e bem torneadas, bronzeadas em sua pele loira. Ela saiu para ir ao buffet ver alguma coisa. Quase tive um ataque cardíaco. A cada passada seu monumental bumbum bailava de um lado para outro. É a gente é pobre e se ferra mas têm certas alegrias na vida que não têm preço. Olhei para o meu amigo, ficamos apenas em silêncio. Na hora de pagar pelo almoço dei um jeito de novamente admirar suas belas pernas adornadas por aquela saia.

Já voltando para a tarde de trabalho comentei com meu amigo que aquela era uma cena que por muito tempo não esqueceria e completei dizendo: sortudo é o marido dela que pode apreciar aquela deusa diariamente (rs). Nota: não é preciso tecer comentários lascivos para uma mulher para ela saber que é admirada e desejada, basta apenas um olhar.

Vestido fatal

Eis que rumo em direção à rua XV devolver o livro no bondinho da leitura e emprestar outro exemplar (Balzac).

Tarde muito bela, belíssimas espécimes femininas colorindo à rua XV de charme e beleza. Tomado por uma paixão febril, latente, fui ao encontro do meu porto seguro. Cena inesquecível que os meus olhos mais uma vez puderam contemplar.

Quando a vi meu corpo tremeu, meus hormônios fervilharam de tesão.

Ah, aquele sorriso sapeca. Ah, aquele olhar provocador. Ah, aqueles cabelos bailando sobre suas costas. E aquele vestidinho, sensacional!

Meu corpo entrou em combustão espontânea ao vê-la magnificamente ornando aquele vestido florido em tons de rosa. Sob medida ao seu corpo, mostrava sua silhueta curvilínea. Seu bumbum delineado pelo vestido, obra magnífica, convidativo, irresistível. Suas belíssimas e lisas coxas, sensualidade em verso, prosa e toque.

A saudade de sua boca quente e úmida. A aproximação apaixonada, os lábios se aproximando, a respiração ritmada e forte.

A eternidade estava em nossos lábios e em nossos olhos

Enfim, o beijo, a mordida no lábio inferior que arrepia, suas afiadas garras nos meus ombros, costas e braços.

O lindíssimo vestido foi habilmente (digo rapidamente) retirado enquanto minhas mãos passeavam por suas coxas deixando seu corpo nu ao meu dispor. O resto, somente nossos corpos quentes foram testemunha.

Encontro

Eu chego, aproximo-me dela por trás*,

um aroma de rosas no orvalho da manhã preenche meus sentidos,

enlaço-lhe a cintura virilmente,*

puxo-a contra o meu corpo,

beijo-lhe o lóbulo da orelha,*

minhas mãos sobem pelos seus belos seios,

os dentes mordiscam-lhe a nuca…

e ela se encolhe arrepiada e se volta*,

seus olhos me incendeiam de paixão,

sua boca entreaberta procura a minha instintivamente*,

suas mãos prendem fortemente meus cabelos,

mordisca meu lábio inferior,

sinto suas unhas delimitando território nas minhas costas,

minha mão passeia por entre as suas coxas… calor, umidade, brasa.

roupas dispersas pelo chão,

gemidos, sussurros, prazer, tesão!!!

E voltou minha princesa nórdica.

Cada momento vivido ao teu lado merece uma comemoração.

*  – Citações retiradas e adaptadas do livro O Arquipélago I (Érico Veríssimo, O Tempo e o vento) enquanto degustava um bom amargo ao lado do fogão à lenha espantando o frio da capital das araucárias e vendo o espetáculo dos pingos de chuva caindo sobre a calçada.

A morena do restaurante

Bela recordação dos meus almoços com um grande colega que fiz aqui no meu trabalho, sorte guri na tua nova jornada. Algumas vezes vi esta deusa disfarçada de mulher quando tomava café numa barraquinha que tem em frente à uma empresa. Eu e meu colega decidimos almoçar num restaurante popular que tem perto da empresa onde eu trabalho.

Meio-dia lá estávamos nós, servíamos-nos, escolhíamos uma mesa privilegiada e ficávamos esperando ela chegar. Pelaamordosmeusfilhinhos, quando ela adentrava ao restaurante geralmente frequentado por trabalhadores da construção civil, literalmente parava o restaurante. A mulher tinha um imã que atraía todos os olhares masculinos. Muito legal a cena dos caras de boca aberta vendo ela passar para servir-se no buffet. Alta, corpo atlético, cabelos negros e lisos na altura das costas, rosto bem delineado, óculos escuros, sempre com uma calça colã de matar o véio. Agora o “derrière” da moçoila, coisa linda de se ver, obra prima da engenharia humana.

O interessante que ela sabia que “causava” e não olhava para lado algum, mas não vi nenhum anel ou aliança no seu dedo. Ave-maria suspirava de desejo por aquela morenaça. Em conversas virtuais com este meu amigo ele sempre me pergunta: E a morena como está? Agora que vou almoçar com o pessoal no Shopping faz tempo que não vejo ela, quem sabe vá almoçar no restaurante para vê-la.